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Sexta-feira

17 de Janeiro de 2020

Movimento Ecofelicidade busca encontrar o equilíbrio nas relações e com o meio ambiente

Em Santos, 1º Congresso Brasileiro sobre o tema acontece na próxima semana

Sobre a definição de felicidade se debruçaram diversos filósofos, religiosos e estudiosos. Até quem não tem nenhum desses títulos já usou algumas horas do dia tentando traçar estratégias que levassem a momentos mais agradáveis e repletos de paz. Para o movimento Ecofelicidade, no entanto, encontrar o equilíbrio nas relações com o próprio ser, com o outro e com o meio ambiente é o grande segredo para ser mais feliz. 

Lançado pela Ong Rede Cidadania, o movimento vem discutindo o assunto em diversos setores da sociedade e realiza em Santos, na Universidade Santa Cecília, entre quarta (27) e sexta-feira (29), o 1º Congresso Brasileiro de Ecofelicidade. O objetivo, segundo Alfredo Cordella, presidente da Ong, é estimular o equilíbrio do indivíduo neste tripé. 

“Temos como explicar a ecofelicidade de duas maneiras”, afirma o presidente. A primeira, pelo ponto de vista do indivíduo. Neste caso, é a busca de equilíbrio e paz consigo mesmo, com o outro – por meio da empatia e altruísmo-, e com o meio ambiente. 

“De uma segunda maneira, pela perspectiva da sociedade. E, neste caso, é uma inovação social ao estabelecermos uma relação de causa e efeito entre os desequilíbrios no interior das pessoas e no meio ambiente”. 

Quando o ser humano está bem, o ambiente também está. É mais ou menos como acontece com uma moradia. Quando seu dono está feliz, ela está em ordem e com um ar alegre. Aliás, essa analogia cai bem, afinal, eco vem do grego ‘oikos’ que significa casa. 

Origem

A ecofelicidade é baseada nas teorias da Psicologia Positiva e na Ecologia Humana. A primeira busca dar ênfase nas potencialidades, motivações e capacidades humanas, tentando focar mais na felicidade do que no estudo das doenças mentais, por exemplo. Já a Ecologia Humana é um braço da Ecologia que estuda a relação do homem com o meio ambiente. 

Pode parecer óbvio entender que, para ser feliz, temos que estar bem conosco, com o outro e com o planeta. Mas, numa sociedade cada vez mais digital e polarizada, competitiva e urbana, às vezes, é difícil compreender o sentimento do outro ou ter a noção exata da importância da natureza. 

Assim como não é fácil, diante de tantos compromissos e pouco tempo, entendermos as próprias necessidades. “É uma questão também cultural e que exige uma mudança cultural. Hoje, por exemplo, a sociedade precisa romper com um pessimismo que parece pairar sobre nós”, diz Cordella.

Por tudo isso, ele pontua que é preciso aprimorar e cultivar relações interpessoais saudáveis para podermos dispor e preservar um ambiente equilibrado. 

Desta forma, diminuir, porexemplo, o consumismo desenfreado, desconectando este hábito da percepção de felicidade, é uma forma de equilibrar os pratos da balança. E mais, entender que a sua felicidade depende também da felicidade do outro, dos outros, de todo mundo. 

Na agenda

O evento acontece nos dias 27, 28 e 29 na Unisanta (Rua Cesário Mota, 8, Boqueirão, Santos), no Anfiteatro do Bloco E. Informações sobre inscrições ou outros detalhes: secretaria do Evento no (13) 3345-5861 (horário comercial) ou pelo email secretaria@ ecofelicidade.org.br  

 

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