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Sábado

25 de Maio de 2019

Doenças 'do outono' têm orientação; confira as dicas

Com a diminuição da temperatura e da umidade do ar, são comuns doenças respiratórias. Crianças e idosos demandam mais atenção

Com a chegada do outono e, por consequência, a diminuição da temperatura e da umidade do ar, são comuns doenças respiratórias. Por isso, a Santa Casa de Santos promoveu, nesta quinta-feira (28), uma ação gratuita para prevenção em um posto diante do hospital.

A campanha contou com profissionais do serviço de Pneumologia do hospital e da equipe de Medicina Preventiva do Plano Santa Casa Saúde. Os profissionais explicaram e orientaram sobre as doenças.

Quem apresentou sintomas de doença respiratória foi encaminhado para unidades básicas de Saúde (no atendimento pelo SUS) ou para unidades credenciadas.

O pneumologista Alex Macedo destaca que, no outono e no inverno, a incidência de gripes, resfriados, sinusite e pneumonia é maior. “E há uma piora das pessoas que têm doenças crônicas respiratórias, como rinite, bronquite alérgicas, asma e enfisema pulmonar. É preciso ter cuidado, ainda mais na nossa região, que sempre tem mudanças [drásticas] de temperatura no mesmo dia”.

Outro motivo é o risco de infecção decorrente do confinamento em locais fechados e de temperaturas mais baixas.

Recomendações

Crianças e idosos demandam mais atenção, pois, segundo o médico, há mais mortes por doenças respiratórias nessas faixas etárias. Ele recomenda vacinar-se como forma de prevenção.

“Tem a antigripal, que é anual, e a antipneumonia, a cada cinco anos. É uma forma de evitar a morte, até porque um dos principais princípios de pneumonia é a gripe”, afirma.

Alex Macedo reforça que, como crianças e idosos passam mais tempo em casa, é recomendável tirar roupas guardadas para lavar e colocá-las ao sol. “Mata ácaro e tira a poeira. É uma ação de combate contra as doenças respiratórias. Tem que, pelo menos, sacudir o cobertor e as roupas de vez em quando.”

Ao abordar formas de prevenir moléstias, o pneumologista exemplifica que, “no caso das crônicas, como problemas alérgicos e enfisema, o importante é ter controle. Isso pode ser feito ao se evitarem horários com maior aglomeração de pessoas e ambientes mais fechados, para diminuir o risco de infecções”.