Conheça os sete erros que você comete e envelhecem a pele sem nem mesmo sair de casa

Falta de higiene correta, sono ruim e até a posição ao dormir influenciam no tipo de pele; veja como melhorar esses cuidados

Quando o assunto são danos à pele, muito se fala sobre os agressores externos, como o clima frio, o sol, a poluição e o vento, que podem acelerar o processo de envelhecimento cutâneo, causar ressecamento e obstruir os poros. Mas, engana-se quem acredita que os perigos à pele se mantêm fora de casa. Em tempos de pandemia de coronavírus e isolamento social, uma série de hábitos que realizamos constantemente podem prejudicar a saúde e a aparência do tecido cutâneo sem nós percebermos, favorecendo assim o surgimento precoce de sinais da idade e outras condições de pele. Então, para ajudar você a evitar esse problema, um time de especialistas aponta os sete principais danos que a pele sofre mesmo dentro de casa.

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1. Falta de higiene da face

Não higienizar o rosto diariamente é um dos grandes erros que muitas pessoas cometem com relação à pele. “Isso porque os resíduos de maquiagem, da poluição e cosméticos acumulados na pele ao longo do dia podem causar a obstrução dos poros, favorecendo o surgimento de acne, além de também gerar radicais livres que aceleram o processo de envelhecimento cutâneo”, explica PaolaPomerantzeff, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Mas lavar o rosto não significa apenas utilizar na face o mesmo sabonete que você usa para higienizar o restante do corpo. “Se você está utilizando maquiagem, o processo de higienização deve ser iniciado com o uso de um demaquilante, que pode ser em forma de lenço umedecido demaquilante, óleo bifásico, loção, gel, água micelar ou cleasing oil. Em seguida, ou caso você não tenha usado maquiagem, aplique um sabonete líquido específico para o seu tipo de pele e enxague. Para finalizar, utilize um tônico para remover qualquer sujeira que tenha restado e reequilibrar o pH da pele”, recomenda a médica.

2. Banhos quentes

Algo tão simples quanto a temperatura do banho também pode causar sérios danos à pele. “Isso porque a água quente remove excessivamente a oleosidade natural da pele, comprometendo a barreira responsável por proteger o tecido cutâneo e favorecendo o ressecamento”, alerta o médico divulgador científico nas áreas de Tricologia e Estética, Lucas Fustinoni, membro da World Trichology Society. E a situação é ainda pior caso o banho seja demorado. Logo, o ideal é tomar banhos rápidos com água morna ou fria e, em seguida, hidratar a pele.

3. Falta de sono

A falta de sono também prejudica a saúde e a aparência da pele. “Isso porque o sono é um momento de restauração para a pele e outros órgãos do corpo. Logo, quando não dormimos direito não permitimos que as células sejam renovadas e os radicais livres eliminados. Isso tudo prejudica o aspecto da pele e predispõe o aparecimento de rugas”, afirma o cirurgião plástico membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) Mário Farinazzo. Por isso, é fundamental procurarmos dormir bem, de preferência de 7 e 9 horas por noite.

4. Posição ao dormir

De acordo com a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e da Isaps (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), dormir com o rosto virado 100% para o travesseiro ou sempre do mesmo lado pode formar rugas estáticas devido à pressão e atrito causado pelo contato do rosto com o travesseiro. “Dessa forma, acabamos envelhecendo mais assimetricamente, com demarcações mais profundas dos sulcos, das linhas e das rugas”, destaca.

Mas, é possível prevenir as tais rugas do sono através de alguns cuidados básicos, como sempre por dormir de barriga para cima. “Para aqueles que não possuem o costume de dormir nessa posição e têm dificuldade em mudar a forma como dormem é interessante, por exemplo, trocar fronhas de algodão por fronhas de cetim ou seda. Enquanto o algodão promove maior atrito na pele, o que facilita a formação de rugas e linhas de expressão, o cetim e a seda permitem que o rosto deslize sem tração, diminuindo o atrito e, consequentemente, a possibilidade de formação de rugas”, destaca a médica.

5. Alimentação ruim

A alimentação desempenha um papel significativo na manutenção da saúde e aparência da pele. “Uma alimentação equilibrada está entre os principais itens que ajudam a deixar a pele jovem e saudável. São os alimentos que você consome regularmente que definem a aparência e qualidade do tecido cutâneo, não apenas em um mês, mas também em um ou dois anos”, explica a nutróloga Marcella Garcez, professora da Associação Brasileira de Nutrologia.

O alto consumo de açúcar, por exemplo, é um dos principais aceleradores do aparecimento dos sinais da idade, já que a substância está diretamente ligada ao envelhecimento cutâneo. “O açúcar causa um processo conhecido como glicação, no qual a molécula de açúcar se liga as fibras de colágeno e elastina, endurecendo-as. Como resultado, a pele torna-se flácida e surgem os sinais do envelhecimento, como rugas e linhas de expressão”, explica a farmacêutica Mika Yamaguchi, diretora científica da Biotec Dermocosméticos. No entanto, como o açúcar está presente em grande parte dos alimentos, é possível apostar em ativos orais capazes de combater os efeitos da substância na pele, como o Glycoxil.

6. Falta de fotoprotetor

Sim, mesmo dentro de casa, o uso diário de fotoprotetor segue indispensável. Isso porque, além da radiação UVA ser capaz de atravessar janelas, também estamos expostos à luz azul dos dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores. “Assim como a radiação UVA e UVB, a luz azul também penetra em nossa pele e aumenta a produção de radicais livres, que geram um processo chamado de oxidação, favorecendo o envelhecimento da pele”, afirma o farmacêutico Maurizio Pupo, pesquisador, consultor em Cosmetologia e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Ada Tina Italy.

Por isso, é fundamental que o fotoprotetor, além de FPS 30 e amplo espectro de proteção solar, também ofereça proteção contra a luz azul. “A proteção contra luz azul pode ser obtida através da escolha de produtos que contenham cor, que age como uma barreira física contra esse tipo de radiação, ou que sejam formulados com ativos antioxidantes, que vão atuar no combate aos danos causados pela luz azul”, completa o especialista.

7. Uso excessivo de celular 

Além de prejudicar o sono e emitir luz azul, o uso constante de celular ainda está relacionado ao surgimento de rugas no pescoço. Esse problema é conhecido como tech neck e ocorre porque os movimentos musculares que realizamos com o pescoço para checar o celular e outros aparelhos produzem pequenas linhas que, com o passar do tempo, vão se acentuando, adquirindo o status de rugas e sulcos marcados.

“Por isso, além de reduzir o tempo de uso dos dispositivos eletrônicos, uma dica importante é, mesmo quando mexer no celular, manter a cabeça em um ângulo de zero grau e a postura alinhada. O aparelho deve ser erguido na direção dos olhos”, recomenda a dermatologista Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). “Além disso, lembre-se de estender os cuidados que você toma com o rosto para o pescoço e colo, utilizando sabonetes neutros, loções tônicas e séruns tensores formulados com ativos como hyaxel, ácido hialurônico e vitamina C”, finaliza a médica

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