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Terça-feira

14 de Julho de 2020

Cem cidades do Estado de São Paulo já registraram mortes por coronavírus

Segundo levantamento, taxa de ocupação de UTIs no estado é de 55,3%

Cem cidades no Estado de São Paulo já registraram, até quarta-feira (22), ao menos uma morte decorrente do novo coronavírus (Covid-19). Sete municípios possuem mais que dez óbitos: São Paulo (778), Osasco (32), Guarulhos (28), São Bernardo do Campo (20), Santos (29), Santo André (14) e Sorocaba (12).

A quantidade de mortes causadas pela doença chegou nesta quarta em 1.134 no estado, 41 a mais do que o registrado até terça. São Paulo tem 15.914 casos confirmados de Covid-19, distribuídos em 241 cidades. 

Quinze municípios já têm mais de 100 casos confirmados: São Paulo, Osasco, São Bernardo do Campo, Guarulhos, Santos, Santo André, Campinas, Barueri, São José dos Campos, Diadema, Taboão da Serra, Mogi das Cruzes, São Caetano do Sul, Mauá e Carapicuíba. 

Taxa de ocupação de UTIs

A taxa de ocupação de unidades de terapia intensiva (UTI) destinadas ao atendimento de pacientes com coronavírus no estado é de 55,3%. Na Grande São Paulo, no entanto, a taxa atingiu hoje 73,7%. 

O Instituto Emílio Ribas está utilizando 93% da sua capacidade de atendimento intensivo. O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo chegou a 92%. O Hospital Geral de Pirajussara tem 70% das UTIs ocupadas, enquanto o Hospital Geral de Itapevi, 60%.

Abertura gradual

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta quarta que uma reabertura gradual dos setores produtivos do estado começará a ser implementada a partir do dia 11 de maio, quando se encerra o período de quarentena. Os detalhes da ação serão divulgados no dia 8.

Segundo o secretário de Saúde do estado, José Henrique Germann Ferreira, até o início da abertura, a orientação é que o isolamento social não seja alterado. De acordo com ele, municípios paulistas não devem flexibilizar a quarentena em vigor. 

"Agora está valendo o decreto da quarentena. Aquelas cidade que não se utilizarem do decreto, aí sim, isso merece uma ação, primeiro de orientação, de diálogo, do governo do estado, no sentido de que volte a situação anterior", disse em coletiva na tarde desta quarta.

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