Carnaval 2021 em Salvador só com vacina contra a Covid-19, diz ACM Neto

Prefeito da capital baiana afirma ser impossível pensar num evento com aglomeração popular em meios aos esforços mundiais contra a pandemia

A pandemia de Covid-19 pode impedir a realização do Carnaval de Salvador, tradicional ponto de encontro dos foliões no País. O prefeito da capital baiana, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), condicionou a realização do evento ao avanço das pesquisas para uma vacina eficaz à doença - o que já provoca um grande esforço da comunidade científica no mundo e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), deva levar, ao menos, 18 meses para ser finalizada. 

Segundo ACM Neto, seria impossível pensar num evento com tamanha aglomeração de pessoas em meio aos esforços mundiais para frear a taxa de contaminação pelo novo coronavírus. O carnaval de Salvador reuniu, nesse ano, mais de 3 milhões de pessoas pelas ruas históricas da cidade, conforme cálculos da administração local . Contudo, ele ressaltou que o festejo popular acontecerá caso exista uma forma de imunizar a população. 

O prefeito afirmou que será preciso analisar, num momento mais próximo do Carnaval, quais são as condições de transmissões do vírus. Também as restrições impostas pelas autoridades médicas no próximo ano, já que estudos indicam que os cuidados para se evitar o contágio do novo coronavírus podem durar até dois anos. 

Além das questões de saúde pública, ACM Neto recorda outro problema: o financeiro. Ele teme que cidade não tenha verbas para os custeios da festa popular, já que a prioridade é combater o avanço da pandemia. O político não descarta rever o formato do carnaval de rua de Salvador, com redução de tamanho e uso de recursos privados para arcar com a estrutura do evento.  

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