O uso de sal ou vinagre diretamente na lesão pode irritar ainda mais a região e retardar a cicatrização (Divulgação) As temidas aftas — pequenas lesões doloridas na boca — são incômodas, atrapalham a alimentação e até o ato de falar. Diante da dor e da vontade de resolver o problema rápido, muitas pessoas recorrem a receitas caseiras. Mas será que essas alternativas realmente funcionam ou escondem riscos? Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nas redes sociais, vídeos com receitas caseiras para curar aftas viralizam com milhões de visualizações. Entre os ingredientes mais comuns estão sal, bicarbonato de sódio, vinagre de maçã, água oxigenada e até leite de magnésia. E o melhor: tudo isso geralmente já está no armário da cozinha ou no banheiro de casa. Contudo, especialistas em saúde bucal fazem um alerta importante: nem todo ingrediente aparentemente “inofensivo” é seguro. Segundo dentistas e dermatologistas, algumas dessas substâncias podem agravar ainda mais a inflamação ou causar queimaduras químicas na mucosa. O que realmente pode ajudar Apesar dos riscos de certas misturas, alguns ingredientes caseiros têm, de fato, propriedades benéficas quando usados com cautela. O bicarbonato de sódio, por exemplo, possui ação antisséptica e pode ajudar a neutralizar o pH da boca, criando um ambiente menos favorável ao desenvolvimento da afta. Outras opções com respaldo científico moderado incluem: Mel: com propriedades antimicrobianas e cicatrizantes; Camomila: em forma de chá morno para bochechos; Água com sal diluído (em proporção correta): usada como enxaguante bucal. Mesmo assim, o ideal é que essas medidas sejam temporárias. Se a afta durar mais de 10 dias, for muito dolorida ou vier acompanhada de febre, é necessário procurar um dentista ou médico. Em alguns casos, a afta pode ser sinal de problemas mais sérios, como deficiência nutricional, alergias ou até doenças autoimunes. Quando procurar ajuda? De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria das aftas desaparece espontaneamente em até duas semanas. Mas se forem recorrentes ou acompanhadas de outros sintomas, um diagnóstico profissional se torna fundamental. Medicamentos tópicos, vitaminas ou até exames laboratoriais podem ser indicados.