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Sábado

16 de Novembro de 2019

Universitária morre após ser atingida por pedaços de garrafa de vodca durante briga em baile funk

'Ela estava tão feliz ontem que subiu de cargo no serviço, ia pegar folga hoje e queria comemorar', disse irmã da vítima

A universitária Luana Farias de Oliveira, de 20 anos, morreu após ser atingida por pedaços de uma garrafa de vodca durante uma briga em um baile funk, no Mato Grosso do Sul. O recipiente foi quebrado a poucos centímetros da vítima, que foi ferida no rosto, pescoço e braços. A festa ocorreu no domingo (3), no bairro Universitário, em Campo Grande.

Conforme a delegada Célia Maria Bezerra, a briga foi causada por ciúmes e resultou na morte de Luana, que passou pela confusão sem imaginar o que estava acontecendo. Um jovem de 15 anos foi identificado como o principal suspeito do crime.

“O adolescente estava com amigos e uma menina no baile, os dois estavam se beijando. O ex dela viu a cena, não gostou e foi tirar satisfação. Foi nessa hora que começou a confusão. Eles trocaram socos e empurrões. Em determinado momento, o ex estava indo embora, mas o menor o perseguiu com a garrafa de vodca vazia e desferiu um golpe na cabeça do rapaz. Infelizmente, a Luana passava ao lado quando isso ocorreu", disse a delegada.

Segundo a polícia, pedaços da garrafa atingiram veias importantes do pescoço de Luana, que foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu por choque hipovolêmico (quando se perde grande quantidade de líquido e sangue).

O adolescente suspeito foi ouvido e liberado. Ele negou que tenha sido o autor da garrafada. Outras 13 pessoas também prestaram depoimento. Investigações apontam que o baile funk funcionava de maneira irregular, sem alvará e com apenas um segurança. Menores podiam entrar com bebidas e cigarros e sem passar por qualquer tipo de revista.

Luto

No Facebook, a irmã de Luana, Jéssica Farias, desabafou: "Ela estava tão feliz ontem que subiu de cargo no serviço, ia pegar folga hoje e queria comemorar". 

Os organizadores do baile e o presidente da associação ainda irão prestar depoimento. Como há o envolvimento de menor, o caso foi repassado para a Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude.

* Com informações do G1

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