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Domingo

19 de Maio de 2019

UE e Canadá prometem contestar novas sanções dos EUA contra Cuba

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu permitir que tribunais americanos levem adiante processos contra companhias estrangeiras que fazem negócios na ilha

A União Europeia e o Canadá afirmaram, nesta quarta-feira (17), que pretendem defender os interesses de suas empresas diante da Organização Mundial de Comércio (OMC), se necessário, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidir permitir que tribunais americanos levem adiante processos contra companhias estrangeiras que fazem negócios em Cuba.

Funcionários do governo Trump confirmaram na terça-feira (16) que seria encerrada uma isenção que impedia cidadãos dos EUA que perderam propriedades tomadas pelo regime dos Castro em Cuba após 1959 de processar em tribunais americanos.

Em comunicado conjunto, a chefe de Política Externa da UE, Federica Mogherini, a comissária de Comércio do bloco, Cecilia Malmström, e a ministra das Relações Exteriores canadense, Chrystia Freeland, afirmaram que a decisão americana teria "um impacto importante em operadores legítimos da UE e do Canadá em Cuba". A nota diz que ambos estão determinados a trabalhar para proteger os interesses de suas empresas, no âmbito da OMC.

Após a Lei Helms-Burton entrar em vigor nos EUA, a UE lançou um processo na OMC contra os EUA, mas retirou o caso após o então presidente Bill Clinton implementar a isenção. Essa isenção vinha sendo estendida a cada seis meses desde então. Para a UE e o Canadá, mudar isso apenas levaria a "uma espiral desnecessária de ações legais".