Representantes de redes sociais prestam depoimentos à CPI das Fake News da Alesp

Foram ouvidos o jornalista Fernando Galo e a gerente de políticas públicas do Facebook Brasil e Instagram, Monica Guise Rosina

O representante do Twitter, jornalista Fernando Galo e a gerente de políticas públicas do Facebook Brasil e Instagram, Monica Guise Rosina foram ouvidos nesta sexta-feira (7) pela CPI das Fake News das eleições de 2018, da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Galo destacou o compromisso do Twitter de que a plataforma seja um espaço saudável de debate público democrático, sem barreiras, provendo um ambiente seguro. Em relação às eleições de 2018, o representante mencionou uma pesquisa do Instituto de Internet da Universidade de Oxford, que será disponibilizado aos membros da CPI, que concluiu que apenas 1,2% das informações do 1º turno da eleição de 2018 foi considerada de baixa qualidade.

O representante falou que a rede social não dispõe de uma política sobre desinformação, portanto, não é possível dispor de dados e métricas. Por outro lado, Galo reforçou que a plataforma fez um grande progresso de investimento em tecnologia na detecção de conteúdos abusivos, embora ainda dependa de denúncias de usuários para que se possa confirmar as violações e aplicar as devidas sanções por meio das políticas previstas. 

A gerente de políticas públicas do Facebook Brasil e Instagram, Monica Guise falou do esforço das plataformas em buscar conteúdos e comportamentos inadequados por meio de ajuda de pessoas especializadas, além do uso da inteligência artificial. Ela elencou as quatro principais estratégias das plataformas visando diminuir a disseminação da desinformação que são remover, reduzir, informar e colaborar.

Segundo a representante, a remoção é feita quando o conteúdo viola os padrões da comunidade, no caso de contas falsas, discursos de ódio, bullying, violência sexual, incitação ao suicídio e outros. Já a redução dos conteúdos de baixa qualidade acontece com a ajuda das agências de verificação de notícias presentes em 118 países, que têm parceria com as plataformas, são independentes e tem a função de checagem dos fatos.

Os deputados solicitaram uma série de informações aos representantes que deverão ser formalizadas junto aos departamentos jurídicos das redes sociais, de forma que possam colaborar com o levantamento de informações concernentes às eleições de 2018.

A CPI das Fake News aprovou, também, 10 dos 18 requerimentos apresentados pelos parlamentares membros da comissão e oito tiveram pedidos de vista. As novas oitivas aprovadas incluem a participação de Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan; Luís Felipe Belmonte, advogado e dono da Kasar Investimentos Imobiliários; Sérgio Lima, publicitário e CEO da agência S8.WOW e da Academia do ROI, de marketing digital; Marcos Bellizia, sócio da SG Consulting, de gestão empresarial, e de empresas de administração imobiliária e de consultoria em tecnologia da informação; Rodrigo Barbosa Ribeiro, assessor do Deputado Estadual Douglas Garcia.

Os parlamentares também aprovaram o convite aos blogueiros Allan dos Santos e Felipe Neto para que possam contribuir com o tema liberdade de expressão e imposição contrária a essa liberdade, além de colaborar com informação de que tenham conhecimento com a eleição de 2018. O comentarista da emissora de televisão CNN, Caio Coppolla, também será convidado com o objetivo de prestar informações de que tenha conhecimento e contribua com o tem liberdade de expressão e imposição contrária a essa liberdade.

A próxima reunião está prevista para ocorrer na próxima sexta-feira (14). Participaram da reunião, os deputados estaduais Sargento Neri (Avante), Monica da Bancada Ativista (PSOL), Paulo Fiorilo (PT), Janaina Paschoal (PSL), Artur do Val (PATRI), Edmir Chedid (DEM), além do presidente, deputado Caio França (PSB), que atuou na condução dos trabalhos.

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