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Segunda-feira

3 de Agosto de 2020

Polícia Militar usa bombas para dispersar ato pró-democracia na Avenida Paulista

Segundo a Polícia Militar, alguns manifestantes que se posicionaram contra o governo foram detidos

Neste doming (31), a Polícia Militar dispersou com bombas o protesto a favor da democracia e contra o governo do presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, no vão livre do Masp. Imagens da Globonews e da CNN Brasil mostram a tropa de choque avançando contra os manifestantes, que revidavam com pedras. Eles usam preto e são ligados a torcidas organizadas dos quatro grandes clubes de futebol de São Paulo e de movimentos sociais.

Cerca de 30 minutos antes, a PM já havia usado bombas de efeito moral para impedir um conflito entre dois manifestantes antigoverno e a favor de Bolsonaro, na altura de uma das entradas da estação Trianon-Masp, na Avenida Paulista.

A Polícia Militar de São Paulo informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que alguns manifestantes que participavam de ato contra o governo de Jair Bolsonaro na Avenida Paulista foram detidos com artefatos químicos, fogos de artifício e canivetes.

Os detidos estão sendo encaminhados ao 78º Distrito Policial, nos Jardins, zona sul da capital paulista. O número total não foi informado pela PM. A assessoria de imprensa do órgão diz que a operação ainda está em andamento.

Imagens da Globonews e da CNN Brasil mostram que a polícia avança contra os manifestantes contrários ao governo na Avenida Paulista, no sentido Consolação.

O secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, Coronel Álvaro Batista Camilo, afirmou há pouco à Globonews que a dispersão, por parte da tropa, do ato pró-democracia no vão livre do Masp, Avenida Paulista, na tarde deste domingo, ocorreu após pedras serem jogadas contra policiais. Ele defendeu que a operação está sendo realizada para evitar confrontos entre esses manifestantes e o grupo pró-governo, que se concentra a poucos metros, em frente à Fiesp.

"(Os manifestantes) Partiram para um radicalismo muito forte, ao confronto com a polícia. Não é o que geralmente acontece", disse o coronel.

Ele ressaltou, contudo, que não é possível saber de que lado vieram as pedras - dos manifestantes antigoverno ou dos favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro. "Vimos animosidades dos 2 grupos (pró e antigoverno) na Avenida Paulista", disse. "E o Choque (Batalhão de Choque da PM) está lá exatamente por isso, para evitar que eles se confrontem ainda mais."

Coronel Camilo defendeu ainda que a Polícia Militar de São Paulo não defende "partido nem grupos ideológicos" e que, por orientação inclusive do governador João Doria (PSDB), deve defender a democracia e a liberdade de expressão.

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