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Quinta-feira

13 de Dezembro de 2018

Lewandowski ameaça passageiro após críticas durante voo: "você quer ser preso?"

Episódio ocorreu durante voo de São Paulo para Brasília; magistrado perguntou ao homem se ele queria ser preso

Durante um voo de São Paulo para Brasília, na manhã desta terça-feira (4), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, se envolveu em uma confusão com um passageiro que criticou a Corte ao chamá-la de "vergonha".

O episódio ocorreu quando o passageiro, o advogado Cristiano Caiado de Acioli, que estava na primeira fila da aeronave, se dirigiu ao magistrado, que estava na fileira ao lado, para manifestar sua insatisfação contra o STF.  ''Ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando vejo vocês''.

Ministro se sentiu ofendido com crítica e chamou a Polícia Federal (Foto: Divulgação)

Claramente incomodado, Lewandoswski respondeu de pronto: "Vem cá, você quer ser preso?". Na sequência, os ânimos ficaram mais exaltados quando o advogado rebateu o ministro ao dizer que tinha o direito de se expresar. Em seguida, desafiou: "Chama a Polícia Federal, então". 

O ministro solicitou a PF ao comissário de bordo e, em seguida, disse a Acioli que ele iria se "explicar para a Polícia Federal". Um agente do órgão abordou o passageiro quando o avião ainda estava em São Paulo, e pediu para que ele parasse de causar confusão naquele ambiente. O pedido foi atendido pelo advogado, que se manteve quieto durante o trajeto até o Distrito Federal.

Na chegada a Brasília, no entanto, o passageiro decidiu fazer um ato de repúdio ao ministro e pediu uma salva de palmas a quem compactuasse com ele sobre o sentimento de insatisfação em relação ao STF. Segundo ele, em entrevista à imprensa, houve apoio de outros passageiros.

Segundo Acioli disse ao site de notícias Jota do Supremo, na saída do voo, o ministro dirigiu-se a ele e falou: "Você é corajoso, hein?!". Em seguida, ele foi conduzido por um técnico judiciário do STF à Superintendência da Polícia Federal.

Ao jornal O Estado de São Paulo, o passageiro afirmou que está "abalado emocionalmente" e que "se fosse o Lula talvez o grau de amistosidade seria outro". 

O gabinete do ministro Ricardo Lewandowski não se manifestou sobre o episódio.