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Quinta-feira

9 de Julho de 2020

Hackers revelam dados de Bolsonaro e CPF do presidente é usado para compras em sex shop

Perfil do grupo intitulado Anonymous Brasil no Twitter foi bloqueado horas depois; dados vazados foram utilizados para compras virtuais e o assunto foi o mais comentado por internautas

Um grupo de hackers denominado Anonymous Brasil divulgou pelas redes sociais, na noite desta segunda-feira (1º), dados pessoais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). As publicações no Twitter, que foram bloqueadas uma hora mais tarde, também incluíam informações dos filhos Flávio, Carlos e Eduardo, bem como dos ministros Abraham Weintraub (Educação) e Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos). 

O material vazado continha números de telefone, endereços (físicos e de e-mail), CPF, registros partidários, declarações de bens, pontuação do Cadastro Positivo e dívidas contraídas pelos políticos. Parte das informações divulgadas na rede social é pública e exigência da Justiça Eleitoral, como a declaração de bens. Já os demais dados são privados, mas foram expostos pelos hackers. 

De posse dessas informações, internautas as utilizaram para supostas compras virtuais nos mais diferentes segmentos. Também no Twitter, usuários postaram tentativas de aquisição de produtos em sites como sex shop ou cancelamentos de serviços públicos (telefonia, internet e luz).

 

O Twitter agiu rápido e suspendeu a conta derivada do grupo brasileiro de hackers momentos após o início da divulgação dos dados. Mesmo assim, as informações foram usadas, por exemplo, para uma tentativa de filiação partidária de Bolsonaro no PT, agremiação alvo de constantes ataques do ex-capitão do Exército.

Grupo recruta jovens programadores para fazer parte do coletivo (Reprodução)

Contudo, em breve manifesto, o coletivo prometeu não parar e tornar novamente disponíveis as informações.Também iniciou campanha de captação de novos membros para invasão de sistemas de personalidades e, posterior, divulgação.  

 

 

O grupo prometeu divulgar informações sobre a relação entre o presidente Bolsonaro e Donald Trump. A exposição dos dados se tornou o assunto mais comentado no Twitter na madrugada e manhã de desta terça-feira (2). 

Além do presidente, seu clã e o primeiro escalão governamental - alguns aliados de Bolsonaro - também tiveram os dados expostos. O aliado do governo federal, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), teve informações pessoais vazadas. Pelas redes sociais, o político disse que vai registrar um boletim de ocorrência, e que o vazamento colocou em risco a sua família. 

O empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas Havan, também foi alvo do grupo. Os hackers publicaram uma foto com suposta confirmação que ele teria recebido o auxílio emergencial de R$ 600, pago pelo governo federal para minimizar a perda no orçamento familiar dos brasileiros durante a crise provocada pela pandemia de Covid-19. 

 

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