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Quarta-feira

21 de Agosto de 2019

Extremistas têm prisão perpétua decretada por atentados que mataram quase 60 turistas na Tunísia

Audiências sobre episódios de Bardo e de Susa, em 2015, ocorreram durante 18 meses

A Justiça tunisiana condenou sete réus a prisão perpétua, no sábado (9), pelos atentados do Bardo e de Susa, em 2015, nos quais quase 60 turistas morreram. Foram 18 meses de audiências que trouxeram respostas incompletas sobre os fatos.

Outros acusados foram condenados a penas que oscilam entre 6 meses e 16 anos de prisão, e 27 foram absolvidos, informou o porta-voz da Promotoria, Sofiène Sliti, acrescentando que nenhum réu foi condenado à morte.

Os três autores materiais morreram nos dois atentados. Os casos foram tratados em dois processos separados, e a Promotoria anunciou que apelará das sentenças.

Em 26 de junho de 2015, um estudante tunisiano armado com um fuzil de assalto e granadas matou 38 turistas em um ataque no hotel Riu Imperial Marhaba, em Susa, ao Nordeste de Túnis, antes de ser abatido. Das vítimas do atentado, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico (EI), 30 eram britânicas.

Alguns meses antes, em março, 22 pessoas, entre elas 21 turistas, morreram no Museu do Bardo, em um atentado também reivindicado pelo EI. Entre os mortos, estavam dois espanhóis, quatro franceses, quatro italianos e dois japoneses.