EDIÇÃO DIGITAL

Sábado

15 de Agosto de 2020

Doação anônima ajuda mãe que ficou sem leite para filho com hidrocefalia

Produto que deveria ser fornecido pela rede pública está em falta na cidade

Uma mãe foi surpreendida por uma doação anônima que garantirá a alimentação de seu filho com hidrocefalia, que se alimenta por sonda, por um mês. O leite especial com que o garoto se alimenta está em falta na rede pública da cidade de Bauru, no interior de São Paulo, onde vive a família. A surpresa aconteceu nesta quarta-feira (4).

A mãe, Érica Albina de Paula, conta que estava desiludida com a situação, mas “apareceu uma luz”. A dona de casa, mãe de Heitor, de dois anos e cinco meses, diz que até se animou para enfeitar a casa para o Natal após a doação.

Érica afirmou que a doação chegou via depósito bancário de uma pessoa que pediu para não ser identificada. A dona de casa explica que o valor enviado à família será suficiente para comprar o leite especial para alimentar o Heitor por um mês.

Em entrevista, a mulher que fez a doação contou que ficou sensibilizada com o drama das famílias que estão sem o leite especial. Mãe de dois filhos, ela, que não quis se identificar, disse que só pensou mesmo em ajudar o próximo.

Explicações

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Bauru explicou que neste ano adquiriu e custeou integralmente, com recursos próprios, a compra do alimento especial. A nota diz que aguarda “a celebração de novo convênio junto à Secretaria Estadual de Saúde”, e que a espera por esse convênio dificultando a regularização das compras.

O texto diz que “todas as providências necessárias foram adotadas a fim de evitar o desabastecimento”, inclusive acionando o Ministério Público Estadual.

Também em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que o convênio está “em fase de finalização” e prevê o repasse de R$ 800 mil ao município de Bauru.

A nota da Secretaria de Estado diz que “a renovação dependia de regularizações na esfera municipal” e que, “tão logo foram sanadas, deu andamento às análises técnicas, incluindo a avaliação das demandas com base nos atuais programas do Ministério da Saúde”.

* Com informações do G1 Bauru e Marília.

Tudo sobre: