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Domingo

15 de Dezembro de 2019

2º dia do Enem tem novo vazamento de foto da prova; ministro minimiza

Pela segunda vez na mesma edição, fotos da prova do Exame Nacional do Ensino do Médio (Enem) vazaram nas redes sociais

Pela segunda vez na mesma edição, fotos da prova do Exame Nacional do Ensino do Médio (Enem) vazaram nas redes sociais durante a realização da avaliação. Imagens das questões de Matemática e Ciências da Natureza passaram a circular em grupos de Whatsapp ontem durante a tarde. Em entrevista coletiva no começo da noite, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, minimizou o ocorrido, mas confirmou que as fotos foram feitas por candidatos. A segurança do Enem não permite que estudantes permaneçam com o celular durante o exame.

"O dano disso foi zero", afirmou Weintraub. "Isso é um trouxa. É um babaca", classificou o ministro. Segundo ele, a divulgação da prova em redes sociais antes do término da aplicação não causou danos. Os responsáveis, declarou, serão punidos. "A mensagem principal é que esse foi o melhor Enem da história do Brasil."

Pelas regras da prova, os aparelhos precisam ser guardados em envelopes lacrados e têm que ficar desligados. De acordo com o ministro, houve registro de boletins de ocorrências para notificar o vazamento. "Tem que punir essas pessoas de forma exemplar para saber que uma ação danosa para prejudicar o coletivo não sai impune."

O ministro afirmou que os responsáveis vão ter que explicar o caso "pelo resto da vida" e negou que tenha sido um "vazamento" porque ele não teria acontecido dentro da estrutura do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), organizador do exame.

Primeiro dia. No primeiro dia do Enem, minutos após o início da prova, circulava nas redes sociais a imagem da página com a proposta da Redação, que abordou a democratização do acesso ao cinema. Logo após o vazamento, Weintraub afirmou que o vazamento teria partido de um aplicador e que iria "escangalhar ao máximo a vida dele".

Após o episódio, o Inep proibiu os aplicadores das provas do Enem de entrar com celulares nas salas onde seria realizada a prova.

No sábado, a Polícia Federal fez uma operação em Fortaleza e apreendeu celulares nas casas de duas aplicadoras suspeitas de fraude durante a aplicação da primeira fase.

Ao comentar o vazamento da prova no primeiro dia, o ministro classificou como "terrorismo" de "militantes" o comportamento das duas aplicadoras acusadas de vazarem o conteúdo. Weintraub comentou que uma delas "talvez seja inocente" e que outra é "culpada". "O que ela tentou fazer foi terrorismo. Isso se chama terrorismo, colocar terror na sociedade civil."

Weintraub apontou para uma estrutura maior que teria planejado o vazamento. "Pessoas adultas recebendo para fazer a prova planejaram essa ação. Não foi piada, gracinha, foi sabotagem, foi para causar mal-estar da sociedade", comentou, respondendo mais tarde que cabe à polícia esclarecer as informações.

Números do exame. O Inep divulgou que dos 5.095.388 inscritos, 3 709.809 fizeram a prova no segundo dia de aplicação, ou seja, um índice de 72,81% de presença e de 27,10% de ausência. Na semana passada, primeiro dia do teste, o porcentual de ausentes foi de 23,1%.

De acordo com o ministro da Educação e o presidente do Inep, Alexandre Lopes, essa foi a menor abstenção para o segundo dia de prova da história do Enem. Weintraub destacou ainda que não houve "ideologia" na prova.

Entre os candidatos, 371 foram eliminados. De acordo com o Inep, os principais motivos foram por portar equipamento eletrônico, ausentar-se antes do horário permitido, utilizar materiais impressos, não atender às orientações dos fiscais, entre outros.

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