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Sábado

8 de Agosto de 2020

São Paulo aprova novo o currículo do Ensino Médio

Estado é o primeiro do Brasil a finalizar documento. Secretaria da Educação afirma adotar modelo, de forma gradual, em 2021

O Conselho Estadual da Educação de São Paulo aprovou, por votação unânime, o novo currículo da rede pública paulista do Ensino Médio. A decisão, desta quarta-feira (28), estabelece o primeiro estado do Brasil a construir o documento. A base da grade curricular segue agora para homologação do titular da pasta, Rossieli  Soares. 

O secretário estadual da Educação participou da reunião realizada de forma online e afirmou que a data “é um dia muito especial”, por ser mais “uma etapa foi vencida” para a formação geral dos estudantes paulistas. 

A previsão é de que o currículo seja adotado progressivamente aos alunos da 1º série do Ensino Médio no próximo ano. A partir de 2022, para os estudantes da 2º série, e consequentemente, para a 3ª série no ano de 2023.  

“É mais um passo de uma longa caminhada. São Paulo sempre foi referência quando se fala em construção curricular e vai servir de grande exemplo. Nosso bônus demográfico acaba agora, entre o final do ano de 2021 para 2022. Começamos a virar a chave e teremos menos jovens, por isso, formá-los cada vez melhor será ainda mais importante para o nosso país”, disse o secretário.  

Segundo ele, o currículo paulista está alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio, homologada por Rossieli Soares, enquanto ocupou o cargo de ministro da Educação, em dezembro de 2018.  

Soares explica que aprovar o currículo em São Paulo significa “acelerar ao máximo o sonho de transformar” a escola no lugar em que o jovem gostaria de estar. “A educação é a grande transformação em qualquer época. No momento que pós-pandemia, ela terá um papel ainda mais fundamental. Precisamos aproveitar essa ligação com a sociedade que, infelizmente, veio de uma forma assim, mas não podemos perder essa janela de oportunidades”.   

Os demais conselheiros também comemoraram o “momento histórico” para o  Estado. “É um orgulho imenso para nós que São Paulo seja o primeiro a coloca o Ensino Médio em uma norma. A equipe da secretaria fez um trabalho muito bom, com protagonismo fortíssimo”, afirmou Hubert Alqueres, presidente do Conselho Estadual da Educação.   

O processo de construção do currículo foi iniciado no ano passado com a escuta de 140 mil estudantes e 18 mil professores. Também foi debatido em seminários e por meio de consulta pública. Vinte e sete redatores escreveram o texto.   

Estrutura do currículo 

O currículo do Ensino Médio paulista está estruturado em 3.150 horas, distribuídas em um período de três anos. Do montante total da carga horária, 1.800 horas são destinadas à formação básica e o restante, de 1.350 horas são referentes aos itinerários formativos. Estes itinerários terão mais do que a carga mínima prevista legislação.  

Na formação geral básica, os estudantes terão os componentes curriculares divididos em áreas de conhecimento como linguagens e suas tecnologias (língua portuguesa, artes, educação física e língua estrangeira); matemática; ciências humanas e sociais aplicadas (história, geografia, filosofia e sociologia); e ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física).  

Na carga horária referente aos itinerários formativos, o estudante precisa escolher uma ou duas áreas de conhecimento da formação geral para aprofundar seus estudos, ou ainda, a formação técnica e profissional para se aprofundar.  

Os componentes do Inova Educação também farão parte dos itinerários formativos, com as disciplinas de eletivas, projeto de vida, e tecnologia e inovação. 

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