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Segunda-feira

6 de Julho de 2020

Educação Infantil exigirá atenção no retorno das aulas presenciais na Baixada Santista

Distanciamento não deve ser cumprido em creches e pré-escolas

O plano de retomada das aulas presenciais nas redes pública e privada do Estado, anunciado na última quarta-feira (24) pelo Governo de São Paulo, exigirá das autoridades uma atenção especial com a Educação Infantil, que contempla as creches e pré-escolas. Nelas, por exemplo, o distanciamento social de pelo menos um metro e meio entre os alunos não deverá ocorrer.

O governador João Doria (PSDB) prevê a volta das aulas a partir do dia 8 de setembro, caso todo o Estado esteja por pelo menos 28 dias na fase amarela do Plano São Paulo, que leva em conta a capacidade hospitalar das cidades paulistas e a evolução da Covid-19. Até lá, secretarias municipais de Educação e escolas precisam definir estratégias para atender às diretrizes.

Na Educação Infantil, o próprio secretário de Estado da Educação, Rossieli Soares, reconheceu que o distanciamento não deverá ser cobrado, já que não é possível atender bebês e crianças pequenas a essa distância. Detalhes, no entanto, devem ser apresentados em um decreto a ser publicado no próximo dia 2. De todo modo, essa já é uma preocupação em algumas cidades.

“Compreendemos que muitas orientações estabelecidas pelo Governo do Estado são necessárias e pertinentes. Todavia, lembramos que os municípios atendem ao público específico da Educação Infantil, que requer ações adicionais de prevenção à transmissão da covid-19”, avalia a secretária de Educação de Peruíbe, Débora Gallo.

Diante desse cenário, no momento, o Município está ouvindo a equipe gestora das unidades escolares com o objetivo de compartilhar informações e necessidades pontuais para o planejamento estratégico de cada creche ou pré-escola. Na sequência, um documento será encaminhado para a Secretaria Municipal de Saúde para a análise, considerações e validação.

Outras dificuldades

De acordo com Débora, apesar dessa preocupação, o setor terá que enfrentar outros desafios, como convencer os pais sobre a importância do retorno às atividades presenciais. “No que tange aos desafios a serem enfrentados, destacamos o convencimento da população de que as escolas estarão em condições seguras e que as crianças poderão frequentar o ambiente escolar dentro das regras estabelecidas. Outro ponto será a busca ativa de alunos que não retornarem de imediato”. 

A secretária também alerta para a necessidade de fortalecimento emocional de professores e funcionários para o acolhimento presencial dos alunos, a promoção de projetos de recuperação contínua e paralela e a compra de todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “Isso devido às dificuldades de falta no mercado e de recursos financeiros para realizar todas ações estabelecidas no protocolo”.

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