[[legacy_image_301721]] No Brasil há música, dança, artesanato, culinária, festas populares e religiosas de diversos ritmos, estilos e matizes. Essa diversidade, que dá a tônica cultural do País, é o que move o projeto Educação Patrimonial em Ação, parceria da produtora Bordallo Cultural com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O objetivo é, através de espetáculos e ações artísticas, reconhecer e valorizar a cultura nacional em suas diversas manifestações, especialmente no Estado de São Paulo. A iniciativa é desenvolvida em instituições públicas de ensino e em bens tombados pelo Iphan. O pontapé inicial foi dado no início de setembro com a apresentação da peça Menina Rabeca, da Cia Burucutu, no Museu do Café, em Santos. Segundo a produtora Juliana Bordallo, a iniciativa, voltada para o público jovem, é crucial no fortalecimento da cultura brasileira. “O projeto desempenha um papel crucial no fortalecimento da identidade cultural do País e da região, bem como na valorização e preservação de sua história e tradições”, explica. Pela chamada educação patrimonial, os jovens têm a chance de se reconhecer no contexto histórico e social em que estão inseridos, percebendo a sua herança cultural. “(Descobrem) a importância de preservar a memória daqueles que vieram antes deles”. InterpretaçãoApós cada apresentação, há uma roda de conversa entre o grupo de teatro, alunos e representantes do Iphan. “Busca-se não apenas difundir a cultura regional, mas também despertar nos espectadores a reflexão sobre a importância de valorizar e preservar as tradições e saberes que fazem parte da identidade de cada comunidade”, salienta. A valorização da cultura brasileira é um pilar da preservação da identidade nacional – e também para fomentar as economias regionais. “Muitas manifestações culturais são atividades econômicas importantes para as comunidades locais, gerando trabalho e renda para artistas, músicos, artesãos e outros profissionais. A cultura é um instrumento de expressão e empoderamento para grupos marginalizados. É um dos maiores veículos de transformação social”, destaca Juliana. No espetáculo de estreia do projeto, no Museu do Café, a receptividade do público santista foi considerada enriquecedora aos realizadores, segundo aponta Juliana. “Um espetáculo de cunho popular, lúdico, imagético, alegre e musical. Para além do espetáculo, a receptividade do público na roda de conversa também foi enriquecedora e de bastante partilha”. Quem está inseridoOs grupos participantes do Educação Patrimonial em Ação são companhias artísticas que se destacam em cada região. A última apresentação acontecerá em 11 de novembro em São Luiz do Paraitinga. Juliana adianta que há expectativas de uma segunda edição para o ano que vem. “O projeto está sendo recebido de forma muito positiva em cada município. A sociedade civil tem trazido demandas importantes e estamos dialogando sobre a necessidade de políticas públicas para atendê-las. Embora o projeto esteja previsto para acabar este ano, há grande potencial para que continue em 2024”.