[[legacy_image_109011]] Já houve ciclos se encerrando na saga de James Bond, a cada vez que um ator se apropriava do personagem criado por Ian Fleming. Sean Connery, George Lazenby (uma vez), Roger Moore, Timothy Dalton e Pierce Brosnan se revezaram no papel e imprimiram sua marca. O 25º filme da saga oficial chega agora para encerrar mais um ciclo, o de Daniel Craig, que estrela seu quinto e último filme da série. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Na eletrizante cena inicial, Bond chega a uma cidade italiana com Madeleine Swann/Léa Seydoux. O diálogo ambíguo é sob medida para mostrar que o passado nunca desaparece na vida das pessoas. Nesse momento específico, as pessoas, na cidade, estão queimando suas memórias. Madeleine escreve num papel Masked Man – uma cena anterior mostrou como a mãe dela morreu e quem diabos era esse homem mascarado. O próprio James visita o túmulo de Vesper/Eva Green e também escreve num papel, ‘forgive me’ (perdão). Uma explosão e a caçada recomeça. Bond tem de lutar pela vida. Passaram-se cinco anos, e a caçada recomeça. Entre o filme anterior da série, 007 Contra Spectre, passaram-se realmente cinco anos, quer dizer, seis, porque a pandemia impediu que Sem Tempo para Morrer chegasse aos cinemas no ano passado, como previsto. Nesse sentido, é um filme de despedidas – alguns personagens que se tornaram chave na era Craig do papel estão desaparecendo. Blofeld/Christopher Waltz agora está preso e surge o novo vilão, vivido por Rami Malek. O vencedor do Oscar por Bohemian Rhapsody, pelo visto, não precisou interpretar naquele filme. Ele não tem feito outra coisa, depois, senão repetir as caras e bocas. Muito importante: é tanta coisa mudando em Sem Tempo para Morrer que era preciso um novo diretor. Cary Fukunaga dá conta do recado. O filme é tudo o que dele se espera.