[[legacy_image_324513]] Tutores de pets devem estar atentos aos sintomas de problemas cardíacos que cães e gatos podem apresentar em momentos de muita agitação, até mesmo em brincadeiras mais intensas. Alguns destes sintomas são falta de ar, desmaio e tosse. As raças de cães mais predispostas para doenças valvares, ou seja, adquiridas como problemas cardíacos em decorrência da degeneração das válvulas, são as raças pequenas: Poodle, Pintcher, Chihuahua, Shih Tzu, Lhasa, Maltese, York Shire e o Spitz Alemão. As raças grandes, como Doberman, Boxer, Labrador, Golden e Pastor Alemão, possuem predisposição às doenças cardíacas hereditárias, como cardiomiopatia dilatada - que dilata o coração. A cardiologista veterinária do Laboratório Anclivet, Natalia Pisciottano Noronha, destaca quais são os sintomas que cachorros e gatos apresentam quando possuem problemas cardíacos. Ela elenca também algumas dicas de como oferecer os melhores cuidados aos corações dos amigos de quatro patas. Sintomas em cãesTosseSegundo a veterinária, o principal sintoma de doença cardíaca em cães é a tosse. “A tosse pode acontecer, principalmente, à noite, quando ao menor esforço o paciente acaba tossindo”.Cansaço fácilNathalia destaca o cansaço que aparece sem qualquer esforço físico. “Deve-se notar quando um cão tem um cansaço fácil, caso ele fique muito cansado após qualquer exercício que faça”. Falta de arOutro sintoma comum é a falta de ar. “Às vezes nem está tão calor e o paciente fica ofegante por muito tempo. Demora a voltar à respiração normal. Ficar muito ofegante também é um sintoma, como a falta de ar”.Coloração das mucosas modificadas As mucosas sempre devem estar rosadas. A médica-veterinária alerta que “a língua tem que ser sempre bem rosinha. Se por exemplo, está mais arroxeada ou mais azulada, é um sinal de doença cardíaca”.DesmaioEmbora pareça extremo, o desmaio também é um sintoma de doença cardíaca em cães. “Às vezes, o paciente vai caminhar ou ficou muito eufórico por algum motivo e acaba desmaiando”. Sintomas em gatosFalta de ar A maioria dos gatos, quando sofre com problemas no coração, apresenta falta de ar, respirando com a boca aberta. “O gato não pode respirar com a boca aberta, não é algo que eles fazem comumente. Então, respirar com a boca aberta se torna um sinal de que pode estar acontecendo algum problema com o coração”.Desmaio“O gato também pode desmaiar, apesar de não ser tão comum”, explica a especialista em cardiologia veterinária.Produção de trombos e problema de locomoção Gatos com problemas cardíacos podem produzir trombo e ficarem com as patas anteriores paralisadas. “Caso ele tenha uma doença cardíaca específica onde ele produz trombos, esses trombos se desprendem do coração e podem ir para a artéria das perninhas. Com isso, o gato pode apresentar como sintoma de doença cardíaca, um problema locomotor. Ficar atento se o paciente às vezes fica mancando, as patas ficam mais geladas também, sem pulso, isso é mais comum no gatinho”. Prevenção1. Acompanhamento clínico veterinárioA especialista em cardiologia veterinária ressalta que é de suma importância o acompanhamento médico, que pode auxiliar a identificar possíveis problemas cardíacos. “Por exemplo, ao levar todo ano o seu animal para vacinar, é importante que o veterinário também o ausculte (escuta dos sons internos do corpo com estetoscópio). Assim ele consegue identificar alguns problemas e encaminhar o paciente para fazer exames cardiológicos e passar com o especialista”. 2. No caso de pacientes doentes, responsabilidade no tratamentoQuando o cachorro ou gato já possui diagnóstico de doença cardíaca, é importante que os tutores tenham responsabilidade com o tratamento. “O tutor tem que aceitar o tratamento e estar disposto a medicar esse paciente nos horários corretos. Disposto também a entender que esse paciente vai tomar muitas medicações e passar por check-ups com exames como ecocardiograma e eletrocardiograma para o resto da vida”. 3. Evite exercícios pesados em pets com doenças avançadasNão há restrição para atividades naturais como caminhada e brincadeiras. No entanto, tutores de animais com problemas cardíacos devem evitar estimulá-los às atividades de muito esforço físico. “De repente, ele vai demandar muito do coração e pode acabar sofrendo algum desmaio. Se o paciente gosta de passear, ele pode passear, mas sem muito esforço. Se a língua está mais para o tom roxo, é melhor parar o passeio”. 4. Não exponha os pets a temperaturas extremasManter os pets em locais com temperatura ambiente não só é oferecer bem-estar, como também evita que problemas no coração se agravem. “Infelizmente, com essas ondas de calor que estão ocorrendo, há muitos pacientes descompensando. Os extremos de temperatura – tanto muito frio quanto muito calor – causam desconforto para esse paciente. Pedimos para evitar e se possível, manter o paciente no ar-condicionado ou em um lugar mais fresco”. 5. Avaliação cardiológica após os 7 anos“Tanto para os cães quanto para os gatos, a gente recomenda avaliação cardiológica a partir dos 7 anos, que é quando esse paciente vai começar a se tornar idoso. É quando normalmente a gente costuma observar as doenças cardiológicas. Mas em relação aos sintomas, quando uma doença adquirida, é a partir dos 7 anos. Se for alguma doença de nascença, pode se manifestar em qualquer idade”, destaca a médica-veterinária Natalia Pisciottano Noronha.