Médico afirma que os nódulos são muito comuns na tireoide e a grande maioria é benigna (Adobe Stock) Nódulos na tireoide são comuns? Sim, os nódulos são muito comuns na tireoide e a grande maioria é benigna. O câncer de tireoide é bem menos frequente, embora atualmente já esteja entre os cinco mais encontrados entre as mulheres. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Qual o procedimento médico após o diagnóstico do nódulo? A maioria dos nódulos é acompanhada clinicamente. Quando existe suspeita de malignidade, o volume é muito grande ou o nódulo produz muito hormônio, levando o paciente ao hipertireoidismo, pode haver indicação cirúrgica. Cistos também precisam de acompanhamento? Os cistos devem ser acompanhados de forma geral. Os muito pequenos são bem frequentes e não são suspeitos de malignidade. No entanto, cistos muito volumosos devem ser esvaziados em algumas situações específicas ou mesmo removidos, quando provocam efeito compressivo, alcançando volumes de 30 ml, 40 ml ou mais. Quando um nódulo merece investigação mais cuidadosa? Quando ocorre em extremos de idade, como crianças e idosos. Em homens, quando apresenta crescimento acelerado ou quando existem linfonodos aumentados no pescoço, as chamadas ínguas. O ultrassom é o principal exame de diagnóstico? Sim, é muito importante. A ultrassonografia é um método seguro, não invasivo, sem radiação e com resultado imediato. É excelente tanto para detectar nódulos quanto para acompanhar casos em que não há necessidade de cirurgia. O doppler ajuda nessa avaliação? Sim. O doppler colorido permite avaliar a vascularização do nódulo, e isso pode levantar suspeitas sobre sua natureza. Quando é indicada a punção? A PAAF, que é a punção aspirativa por agulha fina, é indicada nos nódulos considerados duvidosos. Ela coleta material do interior do nódulo para análise do patologista. É um exame preciso? Sim. Atualmente, ele costuma ser feito guiado por ultrassom, o que torna o procedimento mais preciso e seguro, inclusive permitindo avaliar nódulos muito pequenos, que às vezes nem são palpáveis. Qual é o tipo mais comum de câncer de tireoide? O carcinoma papilífero representa cerca de 80% a 90% dos casos. A punção consegue identificar esse tipo de câncer? Na maioria das vezes, sim. Como as células apresentam alterações características, a PAAF costuma conduzir ao diagnóstico correto. Existe algum tipo de tumor mais difícil de diagnosticar? Sim. O carcinoma folicular, que corresponde a cerca de 10% dos casos, ainda apresenta limitações diagnósticas na punção. Muitas vezes, o exame mostra um “padrão folicular”, levantando suspeita, mas sem confirmar malignidade. O que acontece nesses casos? Pode-se optar por repetir o ultrassom e a punção após alguns meses ou indicar cirurgia. A decisão depende dos fatores de risco e deve ser discutida cuidadosamente com o paciente. O câncer de tireoide tem bom prognóstico? Sim. A maioria dos pacientes é curada com o tratamento correto. Por isso, algumas pessoas até chamam a doença de “câncer bonzinho”. Quem retira a tireoide precisa tomar hormônio para sempre? Quando se faz uma tireoidectomia total, com remoção de toda a glândula, existe a necessidade da reposição do hormônio para o resto da vida. Já quando se faz uma remoção parcial da glândula, em que ocorre a retirada de metade da tireoide, na maioria das pessoas, o lado que sobra é suficiente para garantir a produção adequada de hormônio. No entanto, pode ser necessária alguma reposição. Existe autoexame da tireoide? Sim. O paciente pode observar a região do pescoço diante do espelho enquanto engole água, verificando se há algum caroço que se movimenta com a deglutição. Quem tem maior risco de desenvolver nódulos? Principalmente mulheres acima dos 40 anos. Quando procurar um especialista? Sempre que perceber alguma alteração no pescoço, seja visualmente ou na palpação.