[[legacy_image_265144]] Qualidades emocionais são fundamentais para pavimentar o caminho até o sucesso profissional. Mas quais são elas e como os brasileiros estão preparados? Uma pesquisa que escutou 1.200 profissionais identificou as dez principais soft skills (habilidades comportamentais) para alçar voos altos na carreira e como as pessoas se sentem quanto à importância disso. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O levantamento, elaborado pela Escola do Caos, Consultoria em Liderança e Inovação, ouviu profissionais de vários cargos - de aprendizes e estagiários a analistas, superintendentes e CEOs. “Esse estudo é importante porque as competências comportamentais ditam as regras no mercado”, diz Anderson Bars, idealizador da pesquisa. Em um mercado que se transforma rapidamente, não há mais espaço só para o conhecimento técnico. A maneira como as pessoas se relacionam, como gerenciam conflitos e como lidam com seus pares, subordinados, superiores e clientes, define seu sucesso muito mais do que as habilidades específicas ou técnicas. Quais são elas“A partir da identificação das soft skills que mais apareceram nesses estudos, chegamos à conclusão sobre quais são as dez mais relevantes para os profissionais”, explica Anderson Bars. São elas: autogestão, pensamento analítico, colaboração, lidar com a diversidade, inteligência emocional, resolução de problemas, antifragilidade, criatividade, comunicação e escuta ativa, aprendizagem ativa. Com a lista definida, foram estruturadas perguntas que levaram em consideração situações do dia a dia, para que os entrevistados revelassem como se comportariam em determinados contextos. Aí, com o cruzamento desses dados, em uma escala de 0% a 100%, em que 100% significam que a pessoa tem a competência completamente desenvolvida e 0% que ela não apresenta aquele comportamento, foi possível entender em quais soft skills os brasileiros estão mais ou menos desenvolvidos. Resolução e criatividadeA soft skill pior colocada foi resolução de problemas, com 28,1%, seguida de antifragilidade e criatividade. “O brasileiro está acostumado a resolver problemas. Mas o que detectamos é que essa resolução nem sempre é assertiva. Há um sentimento forte de ‘preciso tirar esse problema da frente’ e, por isso, alguns recorrem a métodos que deram certo no passado, o que não necessariamente garante assertividade hoje. Já com relação à criatividade, a história é diferente. Existe uma crença de que ela está vinculada a grandes momentos, ideias inovadoras, no entanto a gente quis avaliar a criatividade no dia a dia, nas tarefas rotineiras, a nossa capacidade de repensar processos, otimizar nossas entregas e resultados. O que pode ser um desafio para muita gente”, explica Pedro Veríssimo, head de Produtos da Escola do Caos. Experiência, um diferencialEm compensação, a autogestão é o ponto mais forte. Ela conta com o desenvolvimento de 67,4% nos profissionais. O pensamento analítico vem na sequência, com 62,6%. “O brasileiro cresce na adversidade. De um lado, é bom em se autogerenciar, e aqui estamos falando em gerenciar seu tempo, ter foco e saber priorizar as tarefas. Por outro lado, com o pensamento analítico, detectamos que há a capacidade de avaliar cenários e tomar decisões mesmo na incerteza”. Pessoas entre 40 e 59 anos e a partir dos 60 apresentam os melhores resultados nesses quesitos, com 67,8% e 67,5% de aderência em autogestão. E no pensamento analítico, com 64,2% e 68,2%, respectivamente. “A experiência profissional é importante. Podemos até acelerar, mas não devemos pular etapas. A pesquisa mostrou que as competências aumentam gradativamente conforme idade e experiência, o que é uma grata surpresa em um mercado que valoriza tanto os novos talentos, em detrimento dos mais experientes”, afirma Anderson Bars. Não dá para ser bom em tudoLidar com a diversidade, inteligência emocional, comunicação e escuta ativa, criatividade e antifragilidade são competências mais desenvolvidas entre as mulheres. “Equilibrar vida pessoal e profissional, isso requer que elas se desenvolvam nessas competências”, conclui a jornalista Amanda Costa, líder de Comunicação e Marketing. Já os homens apresentaram maior aderência à autogestão, ao pensamento analítico, à colaboração, à aprendizagem ativa e à resolução de problemas. “Desde criança, os homens são conduzidos a um pensamento mais voltado para a racionalidade e desencorajados a expor suas emoções”, diz Amanda. É fato: a gente não vai ser bom em tudo. O fundamental é que cada um se conheça e tenha leitura de cenário do seu mercado e da sua empresa, para conseguir entender se as fortalezas que tem são compatíveis com os seus desafios”, conclui Anderson Bars. Ranking geral1. Autogestão: 67,4% 2. Pensamento analítico: 62,6% 3. Colaboração: 56,9% 4. Lidar com a diversidade: 54,8% 5. Inteligência emocional: 52,2% 6. Aprendizagem ativa: 52,1% 7. Comunicação e escuta ativa: 49,8% 8. Criatividade: 45,8% 9. Antifragilidade: 37,8% 10. Resolução de problemas: 28,1%