[[legacy_image_299333]] No Brasil, mais uma estatística reflete sobre a saúde mental da população: somos líderes mundiais na prevalência de transtornos de ansiedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 26,8% dos brasileiros receberam diagnóstico médico de ansiedade. Essa inquietante realidade se aprofunda principalmente na faixa etária dos 18 aos 24 anos, com 31,6% desses jovens sofrendo de tal transtorno, estabelecendo-se como a faixa etária mais afetada no País. A inquietação mental é um dos fatores desencadeantes da chamada síndrome da gaiola. O termo se refere a uma condição em que essas pessoas, sufocadas por ansiedades e pressões sociais, não querem sair de casa ou até mesmo de seus quartos e se tornam resistentes a se aventurar no mundo exterior. Uma cena preocupante, que nos lembra a “geração do quarto” no Japão: uma população de jovens que se retiram da sociedade, vivendo em reclusão física. O conhecido hikikomori. “O nome síndrome da gaiola foi escolhido para destacar a sensação de prisão e isolamento que caracteriza essa condição, enfatizando a importância de reconhecê-la e, principalmente, de buscar ajuda para superar o consequente ciclo de ansiedade, depressão e isolamento. O fenômeno ganhou proporções maiores com a pandemia, uma vez que os jovens passaram a se sentir mais seguros em casa”, diz Juliana Frigerio, diretora acadêmica da WorldEd School, rede global de ensino americana. Estimular as crianças a interagir com outras pessoas e com a natureza é fundamental para a saúde mental e uma abordagem para a mitigação da síndrome. “Acreditamos que o equilíbrio entre a educação e a compreensão das emoções é imprescindível”. “Promover a conexão com os outros e com a natureza é, portanto, uma das chaves para enfrentar a síndrome da gaiola e combater os altos índices de ansiedade. O Brasil pode liderar não só em prevalência, mas na busca por soluções que fortaleçam a saúde mental de sua população, proporcionando um ambiente favorável para o desenvolvimento emocional e social. É hora de quebrar as barreiras e criar laços para um futuro mentalmente mais saudável”, observa Juliana.