[[legacy_image_302858]] Na semana em que celebramos o Dia das Crianças, proponho aqui uma relação de filmes que discutem a infância e o processo de amadurecimento de forma muito crítica, mas sem perder o caráter de entretenimento que o cinema também precisa ter. E o melhor: todos os listados aqui estão disponíveis nos streamings. Boyhood – Da Infância à JuventudeUm casal de pais divorciados luta para criar o filho, dos primeiros anos de vida à juventude. A grande curiosidade deste filme – e o que o fez concorrer ao Oscar – é que foi rodado ao longo de 12 anos. O diretor Richard Linklater (de Escola do Rock) reunia a equipe e os atores algumas poucas semanas por ano para rodar as cenas relativas a determinado período das vidas dos personagens. Um projeto interessantíssimo e que prima pela inteligência e pela sensibilidade. No Star+. Minha Vida de CachorroEste filme sueco mostra a vida do menino Ingemar (uma homenagem ao cineasta Ingmar Bergman?), que nos anos 1950 é enviado para a casa de parentes no interior do país enquanto sua mãe cuida da saúde. Apesar da saudade que sente dela e do irmão, Ingemar acaba se acostumando à nova vida e vivencia situações que vão marcá-lo para sempre. O longa ganhou o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor (Lasse Hallström) em 1985. Pode ser visto no Prime Video. O Pequeno PríncipeUma das obras mais filosóficas sobre a infância e a pureza que devemos manter a qualquer preço, O Pequeno Príncipe (baseado no livro de Antoine de Saint-Exupéry), em sua versão de 2015 para o cinema, tem como ponto de partida a vida da Pequena Garota, que encontra em seu vizinho (o Aviador) a porta de entrada para mundo mágico e cheio de reflexões. Um clássico disponível no Prime Video e no Globoplay. Meu Amigo TotoroAs animações do estúdio japonês Ghibli carregam sempre muita sensibilidade, pureza e uma dose grande de tristeza e melancolia. Já que o melhor filme deles sobre a infância – Túmulo dos Vagalumes – não está disponível nos streamings, indico outro, que é menos potente, mas muito… fofo! Meu Amigo Totoro mostra a vida de duas irmãs que se mudam para casa no campo para ficarem perto da mãe, que está internada, e do pai, professor que as deixa sozinhas diariamente para trabalhar. Elas acabam conhecendo a floresta próxima, que é habitada pelos totoros, espíritos das matas que vão mostrar às duas um mundo encantador. Na Netflix. A História Sem FimAssisti a este filme na infância e adorei. Anos depois, li o livro e descobri que é uma subversão completa, mas ainda assim gosto da história. Aliás, qualquer menino que sofreu bullying e que buscou refúgio em mundos imaginários – sejam eles das páginas ou das telas – vai entender bem a história de Bastian, um garoto órfão que encontra em um livro de aventuras a chave para refletir sobre a própria vida e o poder da imaginação. Tem uma continuação horrorosa, que não merece ser vista, mas o livro, se você encontrar, também vale (muito) o seu tempo. Na HBO Max. Ponte para TerabítiaNunca entendi bem o porquê de este filme ser voltado ao público infantil, com tantos elementos tristes em sua história. Um menino que não consegue se encaixar na escola nem na própria família aposta todas as suas esperanças em uma competição de corrida. Se ele ganhar, será popular. Mas seus planos acabam ameaçados por uma garota novata mais rápida do que ele. Eventualmente, os dois ficam amigos e passam boa parte de seu tempo em um mundo imaginário (olha ele aí de novo), que tem a entrada em uma árvore (referência óbvia a Alice). No Prime Video e na Netflix.