[[legacy_image_266743]] O tumor que tirou a vida da cantora e compositora Rita Lee, aos 75 anos, na última segunda-feira, é silencioso e agressivo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados 32.560 novos casos de câncer de pulmão, brônquio e traqueia nos próximos três anos. Homens são mais atingidos. O cirurgião torácico Alexandre de Oliveira, do Hospital Israelita Albert Einstein e do Centro Oncológico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica mais sobre esse tumor, que é um dos mais frequentes e perigosos em todo o mundo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Por que o câncer de pulmão está entre os mais temidos?Ele é a mais temível complicação associada ao cigarro. Em 90% dos casos, é uma doença que acomete os fumantes. Apenas 10% das pessoas que nunca fumaram são vítimas desse tumor. Atualmente, é o câncer que mais mata homens e mulheres no mundo todo, já que elas também estão suscetíveis desde que se tornaram dependentes dessa droga e, principalmente, por iniciarem o tabagismo mais precocemente, ainda na adolescência. A chance de aparecimento do tumor aumenta conforme o tempo de exposição ao cigarro no decorrer da vida. E ainda tem gente que duvida da toxicidade do cigarro, não é?A fumaça do cigarro contém mais de 4 mil substâncias nocivas para o organismo. Entre elas, há inúmeras substâncias cancerígenas, que, no decorrer dos anos, provocam o aparecimento de tumores malignos, especialmente nos pulmões, na garganta e nas vias urinárias. Quais são os principais sintomas do câncer de pulmão?Este é o principal problema. Não há sintomas específicos que sinalizam o câncer de pulmão em sua fase inicial. Nesse período, ele é assintomático. Geralmente, quando os sinais aparecem, a doença já está em fase avançada, inclusive com possibilidade de metástases. Infelizmente, dois terços dos pacientes que procuram o médico pela primeira vez estão com a doença avançada localmente ou pior: ela já se espalhou pelo corpo. Isso comprova que o diagnóstico de câncer de pulmão costuma ocorrer tardiamente. Por esse motivo, aguardar a presença de sintomas para fazer os exames leva à descoberta da doença em estágios mais avançados e, consequentemente, com menores chances de cura. Mas quais são os sinais de que a doença, em geral, já está avançada?Tosse persistente ou mudança no padrão da tosse do fumante, dispneia (falta de ar), rouquidão, dor torácica, perda de peso, cansaço e presença de sangue no escarro. No entanto, o caminho para a cura do câncer de pulmão é sempre o diagnóstico precoce. Após o início dos programas de rastreamento da doença em pacientes de alto risco, a mortalidade por esse tumor caiu, pelo menos, 60%. Para quem o rastreamento é indicado?Para pessoas com risco elevado de câncer de pulmão, ou seja, homens e mulheres com idade maior ou igual a 50 anos e histórico de tabagismo de, pelo menos, 20 anos, além de exposição a substâncias cancerígenas. Entre os fatores que devem ser considerados estão a exposição a certos agentes químicos (asbesto, arsênico), metais pesados (níquel, cromo), fatores genéticos, presença de doença obstrutiva crônica (DPOC), enfisema pulmonar e bronquite, fora o histórico familiar de câncer de pulmão. E como fazer o diagnóstico precoce?Com uma tomografia computadorizada de tórax com baixa dose de radiação por ano. O procedimento é rápido (dura cerca de dez minutos), não necessita de preparo, não usa contraste oral ou endovenoso, tem pouca radiação, ao contrário dos raios X. Como é o tratamento nos casos da identificação de lesões suspeitas?Depois de identificada a lesão, pela tomografia, começa o fluxo para o diagnóstico e estadiamento, no caso de câncer de pulmão. É feita uma biópsia guiada por tomografia ou por vídeo, além de exames como broncoscopia, PET CT (tomografia por emissão de positrons) e ressonância magnética de encéfalo. Com o diagnóstico e o estágio da doença em mãos, decidimos qual é o melhor tratamento, de acordo com a condição do paciente. A cirurgia, em geral, é necessária?Sempre que possível, o melhor tratamento é a cirurgia, que pode ser acompanhada de imunoterapia e/ou quimioterapia, no período pré ou pós operação. Lembrando que, nos estágios iniciais da doença, em tumores menores de dois centímetros e sem metástase nos linfonodos, geralmente não se faz tratamento quimioterápico. Apenas o acompanhamento pelo período de cinco anos após a cirurgia. A aposta na cirurgia robótica no tratamento do câncer de pulmão costuma ser vantajosa, já que é um procedimento bem menos invasivo, mais preciso e mais curativo, porque possibilita maior amostragem (número) de linfonodos retirados quando comparado a outras técnicas. O paciente que se submete a uma cirurgia robótica também retorna precocemente às suas atividades de rotina, como o trabalho e a prática de exercícios físicos.O tumor que tirou a vida da cantora e compositora Rita Lee, aos 75 anos, na última segunda-feira, é silencioso e agressivo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são estimados 32.560 novos casos de câncer de pulmão, brônquio e traqueia nos próximos três anos. Homens são mais atingidos. O cirurgião torácico Alexandre de Oliveira, do Hospital Israelita Albert Einstein e do Centro Oncológico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica mais sobre esse tumor, que é um dos mais frequentes e perigosos em todo o mundo. A cirurgia, em geral, é necessária?Sempre que possível, o melhor tratamento é a cirurgia, que pode ser acompanhada de imunoterapia e/ou quimioterapia, no período pré ou pós operação. Lembrando que, nos estágios iniciais da doença, em tumores menores de dois centímetros e sem metástase nos linfonodos, geralmente não se faz tratamento quimioterápico. Apenas o acompanhamento pelo período de cinco anos após a cirurgia. A aposta na cirurgia robótica no tratamento do câncer de pulmão costuma ser vantajosa, já que é um procedimento bem menos invasivo, mais preciso e mais curativo, porque possibilita maior amostragem (número) de linfonodos retirados quando comparado a outras técnicas. O paciente que se submete a uma cirurgia robótica também retorna precocemente às suas atividades de rotina, como o trabalho e a prática de exercícios físicos.