[[legacy_image_324503]] Estou muito velha para começar uma nova faculdade”. “Deveria ter iniciado esse curso quando era mais jovem. Agora é tarde demais”. Provavelmente, você já disse alguma dessas frases quando pensou em investir em conhecimento após a juventude. Porém, no dinâmico cenário atual, onde as transformações tecnológicas moldam o mercado de trabalho, surge uma demanda crescente por profissionais que abraçam o conceito lifelong learning, que nada mais é do que a busca constante pelo aprendizado ao longo da vida. Hoje, mais do que nunca, o desejo de aprender, independentemente da idade, se torna um motor poderoso para o crescimento pessoal e profissional. “Aprender não tem tempo nem idade”, afirma o palestrante, professor e coach especialista em desenvolvimento pessoal e profissional Ari Brito. Benefícios pessoais e profissionaisSegundo o especialista, os benefícios pessoais se relacionam com a saúde porque um cérebro que está em exercício – e estudar é isso – fica mais saudável e corre menos riscos de adoecer. “Hoje, a ciência já tem muitos estudos sobre o fato de o hábito de leitura e as práticas intelectuais ativarem a parte cognitiva do cérebro, melhorando a memória e o raciocínio”, explica. Além disso, o lifelong learning é capaz de transcender barreiras geracionais, conectando jovens e idosos na busca pelo conhecimento, desfazendo estigmas e promovendo uma cultura de aprendizado contínuo. A adoção dessa mentalidade não se restringe ao âmbito pessoal. “Se você trabalhar com alguém sempre atualizado, é garantia de melhores resultados, por isso estes profissionais são tão disputados”, justifica Brito. A integração desse conceito no contexto profissional também redefine os padrões tradicionais de desenvolvimento de carreira. Empresas inovadoras incentivam seus colaboradores a abraçarem a aprendizagem contínua, reconhecendo que equipes flexíveis e adaptáveis são fundamentais para o sucesso em um ambiente de negócios em constante transformação. “Imagina que trabalhávamos um tempo atrás com máquinas que não existem mais. A tecnologia mudou e fez mudar nossos hábitos. Então, se tiver uma pessoa especialista de algum assunto em 2010, provavelmente ela não estará mais atualizada hoje se não houver um processo de contínuo aprendizado”, diz o especialista ao explicar que a obsolescência de conhecimentos é inevitável e que para se manter relevante é crucial estar em constante processo de aprendizado. Como aplicarMas, afinal, como aplicar essa mentalidade na prática? Ari Brito oferece um roteiro simples. Iniciar com leituras breves, depois aumentar a quantidades de textos. Além disso, deve-se começar por pequenos cursos on-line, ou seja, ir aos poucos com o processo de atualização, para o cérebro se acostumar. Com isso, o professor destaca a importância de transformar gradualmente o aprendizado em hábito, ressaltando que não há restrições de idade. “Com o passar do tempo, vira um hábito, aí você aumenta o volume, despertando para cursos novos, independentemente da idade”.