O chocolate, se consumido da forma correta, pode trazer diversos benefícios (Divulgação) Nesta segunda-feira (7), é celebrado o Dia Mundial do Chocolate, uma data perfeita para falar sobre o lado funcional desse alimento tão querido. Diversos estudos nacionais e internacionais confirmam que o chocolate, principalmente o amargo (com 70% ou mais de cacau), pode trazer vantagens importantes para o cérebro. Pesquisas do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates (Abicab) destacam que o chocolate é rico em flavonoides, teobromina e magnésio, compostos que estimulam o sistema nervoso central (SNC), melhoram a circulação sanguínea cerebral e ajudam no equilíbrio emocional. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Além de saboroso, o chocolate pode ser um aliado da saúde mental e cognitiva, se consumido com moderação. Uma porção diária de até 30 gramas de chocolate amargo é suficiente para aproveitar seus efeitos positivos sem exageros. Os benefícios vão desde a melhora da memória e da concentração até a prevenção de doenças como o Alzheimer. E mais: o consumo regular ativa neurotransmissores ligados à sensação de bem-estar, como serotonina e endorfinas — o que também pode ajudar a reduzir sintomas de estresse e ansiedade. Benefícios do chocolate para o cérebro: 1. Melhora o fluxo sanguíneo cerebral Pesquisas indicam que os flavonoides presentes no cacau aumentam a perfusão sanguínea no cérebro, otimizando funções cognitivas como memória, atenção e raciocínio – mesmo em adultos jovens 2. Estímulo cognitivo e maior concentração Além dos flavonoides, o chocolate contém teobromina e pequenas doses de cafeína. Esses compostos promovem vigor mental, aumento da atenção e melhora do desempenho em tarefas de concentração. 3. Redução do estresse e da ansiedade O consumo de chocolate amargo libera serotonina, endorfinas e magnésio — componentes que regulam o humor e reduzem sintomas de estresse e ansiedade. 4. Proteção contra inflamação e envelhecimento cerebral Os flavonoides possuem efeito anti-inflamatório e antioxidante no sistema nervoso, contribuindo para a prevenção de doenças neurodegenerativas como Alzheimer. 5. Equilíbrio dos neurotransmissores e sensação de bem-estar Componentes como teobromina, feniletilamina e anandamida promovem sensação de prazer e bem-estar, favorecendo saúde mental e emocional. 6. Suporte à saúde cardiovascular = suporte cerebral O mesmo efeito cardiovascular benéfico — aumento do HDL, redução de LDL e melhora da circulação — ajuda indiretamente o cérebro ao garantir um fluxo sanguíneo mais eficaz e sem obstruções. Como surgiu o chocolate? Muito antes de virar doce, o chocolate era considerado um alimento sagrado por civilizações pré-colombianas como os maias, astecas e olmecas. Esses povos, há mais de 3 mil anos, foram os primeiros a cultivar o cacau e preparar uma bebida amarga e energética chamada xocolatl, feita com água, pimenta e especiarias. Para os astecas, o cacau era tão valioso que era usado como moeda e considerado um presente dos deuses, especialmente de Quetzalcóatl, divindade ligada à sabedoria. Esse preparo ancestral, sem açúcar, foi o embrião do chocolate que conhecemos hoje. A transformação do cacau em doce aconteceu séculos depois, quando os colonizadores espanhóis levaram as sementes para a Europa, no século 16. Lá, o sabor amargo foi suavizado com açúcar e leite, tornando-se uma bebida popular entre a elite. A primeira barra sólida de chocolate surgiu apenas em 1847, criada pela empresa britânica Fry and Sons. Já o chocolate ao leite foi inventado em 1875 pelo suíço Daniel Peter, com a ajuda de Henri Nestlé. Assim, o que começou como um ritual sagrado nas Américas virou um dos alimentos mais amados e consumidos do mundo.