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Quinta-feira

4 de Junho de 2020

Buscar a sintonia entre professores e alunos é o maior desafio

Professores e alunos sentem falta do contato presencial, mas entendem que a adaptação é necessária para o aprendizado acontecer

Um momento de reflexão da comunidade escolar e de oportunidade para uso de novas metodologias. A atual situação é assim definida pela professora Silvana Dutra Kazimierz, de 51 anos, que leciona Ciências da Natureza e Práticas Experimentais para alunos do sexto a nono ano da Escola Estadual Suetônio Bittencourt Júnior, no Estuário, em Santos. Junto com os colegas, ela faz com que os estudantes continuem seus estudos em casa. 

“Enquanto educadora, sempre pensei que chegaria um momento onde o professor iria atuar somente como mediador, a distância, e o aluno seria protagonista do seu aprendizado. Mas nunca imaginei que essa mudança seria em uma situação de pandemia”, diz a professora. 

Ela fala que a transição do ensino presencial para o on-line foi também uma oportunidade para o próprio aprendizado. “É um tempo de adaptação para professores e alunos, onde fomos obrigados a nos distanciar para nos preservar”. 

Colega dela na mesma escola e disciplina, a professora Lucina Fátima Zeni Mehringer, de 41 anos, conta que nas primeiras semanas de distanciamento social foram elaborados planos de ações para o bem-estar e desenvolvimento acadêmico e emocional dos alunos. 

“Buscamos elaborar aulas em conjunto, bem contextualizadas, indicando vídeos e textos sobre os assuntos que estão alinhados com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Prestamos orientações aos alunos na plataforma do Google Classroom”.

Alunos e pais 

O estudante Filipi da Silva Souza, de 14 anos, está no 9° ano do Ensino Fundamental na Suetônio. Afirma que a adaptação é complicada. Mas achou ótima a iniciativa da escola. “Toda sala tem seu grupo com a nossa coordenadora e os professores. Estão interagindo com a gente e tirando nossas dúvidas sempre que podem”. 

Filipi Souza sente falta da explicação presencial dos professores (Foto: Divulgação)

A aluna Ana Carolina Monteiro Miguel Barazal, de 13 anos, está no oitavo ano, e diz que está aprendendo a manter o foco. “A ideia foi muito boa, não me sinto perdida e atrasada, pois estamos dando continuidade”. 

A mãe dela, Ana Paula Monteiro Miguel, de 46 anos, achou a iniciativa excelente. “Em casa, essa nova realidade foi bem aceita, pois também estou trabalhando home office. Tudo é adaptação”.

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