Aviões e aeroportos estão prontos para retomar turismo no Brasil

Presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas garante que aeronaves são muito seguras para evitar contaminação

Um conjunto de rígidos protocolos sanitários foi implantado em aeroportos e dentro dos aviões brasileiros para que as pessoas possam viajar com segurança. As normas foram debatidas durante cinco semanas por grupos de médicos e técnicos de saúde do Brasil e do Exterior e ratificadas pelas agências nacionais de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Aviação Civil (Anac).  

A informação é do presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, e foi dada durante o evento A Região em Pauta, promovido pelo jornal A Tribuna na tarde desta segunda-feira (29) e transmitido ao vivo pelo Facebook do Grupo Tribuna. O tema central do debate foi Turismo.  

A discussão contou também com as participações do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo (ABIH-SP), Ricardo Roman Júnior, do presidente do São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB), Toni Sando, e da editora de Turismo de A Tribuna, Carla Zomignani. A mediação foi da editora-chefe de A Tribuna, Arminda Augusto.  

Segundo Sanovicz, a orientação é que só fiquem nos aeroportos pessoas que vão viajar, evitando familiares e amigos para despedidas, e sempre com máscaras. Nos locais estão sendo feitas medições de temperatura dos passageiros, distanciamento em filas e tapetes com produtos para higienizar calçados.  

“Deixar fileira vazia dentro do avião não faz o menor sentido. A segurança a bordo é o filtro Hepa (purifica o ar e retém partículas). Ele filtra o ar a bordo a cada três minutos. É mais forte do que em uma sala cirúrgica. O serviço de bordo está suspenso em trajetos curtos e a higienização das aeronaves é radical”, explica o presidente da Abear.  

Crise e retomada 

Sanovicz ressalta que a aviação foi um dos setores mais impactados pela pandemia no mundo. No Brasil, o serviço caiu 93%. Eram aproximadamente 2,7 mil voos diários, número que caiu para 180 após a disseminação do coronavírus. Com a retomada lenta, ele espera que julho feche com 670 voos por dia. Até o final do ano, prevê de 50 a 60% da capacidade de operação.  

Sobre a experiência de outros países, de criar um corredor de voos entre destinados onde a epidemia está mais controlada, ele considera inviável no Brasil. “Não tem a menor aplicabilidade. Vivemos um processo muito ruim de gestão e controle (da pandemia). Temos dezenas de brasis, não tem um polo centralizador que comanda uma política de combate à crise”.  

Hotéis e eventos 

Ricardo Roman Júnior, que é de Guarujá, critica os prefeitos da região por impedir que os hotéis funcionem e sugere a reabertura imediata, porque acredita na segurança oferecida nos estabelecimentos. “Temos 35 mil leitos na região, a hotelaria tem 30 mil empregos diretos e de 100 a 150 mil indiretos. O governador não fechou os hotéis, existe um protocolo de segurança”.  

Para o presidente da ABIH-SP, não adianta fechar hotéis e locais turísticos, como a praia, se a fiscalização não é a mesma em todos os bairros das cidades. “Precisamos resolver com urgência, o setor não está mais aguentando. A economia respeita a ciência, mas a gente vai colapsar”.  

Para Toni Sando, tudo vai passar, mas a questão é em quanto tempo e quantas empresas conseguirão sobreviver. “Por isso é cada vez mais a importante a participação dos empresários e das entidades, levando pleitos aos governos. O turismo é abrangente, cada qual com suas características, hotéis, aéreas etc. Mas é preciso fazer o Governo entender o quanto o setor é importante na economia”, detalha o presidente SPCVB).  

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