A Região em Pauta: Mais educação, menos infrações de trânsito

Mudanças no comportamento de motoristas e pedestres são essenciais para reduzir o número de acidentes, dizem especialistas

Educação para o trânsito. Desde a infância, na formação das pessoas, até na hora de renovar a habilitação. Esse é o caminho para menos infrações e acidentes e um convívio mais harmônico entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.

O caminho foi apontado por especialistas no assunto que participaram, nesta segunda-feira (28), às 15 horas, do fórum on-line A Região em Pauta, cujo tema foi Segurança no Trânsito. O vídeo completo da live por ser acessado na página do Grupo Tribuna no Facebook

Presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurélio Ramalho critica a forma de habilitação e de renovação da CNH, que, para ele, é meramente burocrática, não avalia os condutores. “É uma renovação cartorária, uma taxa, que mão adianta nada. Melhor que dure 100 anos então, renovar para quê?”, questiona. “O motorista não precisa saber todas as leis de trânsito, ele precisa ter educação no trânsito”, completa.  

Luis Pazetti, diretor-geral substituto do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e coordenador da Câmara Temática de Esforço Legal do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), destacou as mudanças no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) que foram aprovadas, recentemente, pela Câmara dos Deputados e no Senado e que aguardam para sanção presidencial. Para ele, as medidas vão melhorar o setor.  

“Trânsito se baseia em três pilares: educação, engenharia da via e fiscalização. Para muitos, fiscalização e educação são bandeiras que se contrapõem, o que eu acho uma insanidade. Elas precisam andar alinhadas para um resultado positivo. Há muito o que se fazer em educação e fiscalização, que são tímidas em questões do trânsito”, diz Pazetti.  

Diretor-superintendente da Ecovias, Ronald Marangon falou sobre os acidentes no Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), que continuam acontecendo em número alto (ainda que venham diminuindo), mesmo com melhor infraestrutura das vias e evolução dos veículos.  

“Enquanto a educação não for voltada para o trânsito, o comportamento das pessoas continuará a ser inadequado. Enquanto os motoristas só seguirem as regras para não serem multados, vamos continuar assim. As pessoas precisam dirigir pensamento na segurança das suas vidas, dos seus familiares e naquelas que estão ao seu redor”.  

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