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Quarta-feira

24 de Abril de 2019

Em Campinas, São Paulo perde da Ponte Preta e aumenta crise

Depois da derrota no meio de semana pela Libertadores, Tricolor foi derrotado neste sábado. Hugo Cabral marcou o gol da vitória do time da casa

O São Paulo do técnico André Jardine definitivamente vive péssima fase. Na noite deste sábado (9), mesmo com boa parte dos titulares em campo, conseguiu passar 90 minutos do jogo contra a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, em Campinas, sem acertar uma finalização sequer na meta do goleiro adversário. Pior: ainda sofreu um gol em vacilo da defesa e voltou para casa com a derrota por 1 a 0, em duelo válido pela sexta rodada do Campeonato Paulista. 

Para quem precisa marcar, no mínimo, dois gols contra o Talleres-ARG, na próxima quarta-feira, no Morumbi, para não ser eliminado na fase preliminar da Copa Libertadores depois da derrota por 2 a 0 no jogo de ida, acumular 180 minutos sem balançar as redes é bastante preocupante. 

Trata-se da quarta derrota em sete jogos oficiais no ano, sem incluir na conta os amistosos da Florida Cup, o que só pioraria o retrospecto de Jardine, já que a equipe perdeu de Ajax-HOL e Eintracht Frankfurt-ALE nos Estados Unidos. O treinador, bancado momentaneamente pela diretoria, está bastante ameaçado no cargo

No Paulistão, o resultado não muda a posição do time tricolor no Grupo D: é o líder, com nove pontos, empatado com o Oeste, que tem pior saldo (3 a 1). Já a Ponte foi para oito pontos, na terceira posição do Grupo A, que tem o Santos na ponta com 15.

O JOGO - Ao contrário do que se imaginava, o técnico André Jardine poupou apenas três titulares - Bruno Peres, Jucilei e Pablo. Mais: aproveitou o jogo para fazer testes de olho no compromisso contra o Talleres. Colocou Araruna na lateral direita, em vez de Igor Vinícius (o reserva natural), e Hernanes para jogar mais recuado, como segundo volante. Na frente, no lugar de Helinho, optou por outra cria da base, Antony, recém-campeão da Copa São Paulo de Juniores, e pelo uruguaio Carneiro como homem de referência na área - esperava-se que Diego Souza fosse ocupar o setor.

Porém, se a expectativa era de tirar dessa formação uma ideia nova, Jardine deve ter se decepcionado. Em 45 minutos, nenhum chute a gol ou ao menos uma jogada de perigo. Hernanes estava pilhado demais (levou um amarelo por reclamação), Araruna era o oposto, desligado ao extremo e, na frente, Nenê, Everton e Gonzalo Carneiro não se entendiam. Antony era o único a tentar algo diferente.

Quando o cronômetro marcava 15 minutos da etapa final, e nada havia mudado na dinâmica do São Paulo na partida, Jardine resolveu mexer. Sacou Hernanes, colocou Igor Vinícius. Assim, o time voltou a ter um lateral de origem na direita, e Araruna foi atuar no meio, também sua posição natural. Em seguida, trocou Carneiro por Diego Souza e Everton por Biro Biro.

O treinador mudou, mas sua equipe, não. O São Paulo ouviu o apito final sem ter conseguido chutar uma bola sequer no gol defendido por Ivan. Nem criou para isso. Não que a Ponte estivesse jogando bem, mas achou na bola parada a única maneira de entrar na área tricolor. E se deu bem aos 33, após cruzamento que Hugo Cabral completou já quase na pequena área de Tiago Volpi, que saiu mal da sua meta: 1 a 0. Ao fim, ficou a sensação de que Jardine ainda não encontrou a solução que tanto busca.