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Quarta-feira

12 de Dezembro de 2018

Suspenso por doping, Diogo Vitor faz exames e dá início a tratamento em clínica

O centro de reabilitação é o mesmo no qual o comentarista Casagrande tratou a sua dependência química

Suspenso do futebol até abril de 2020 por uso de cocaína, o meia-atacante Diogo Vitor, do Santos, finalmente decidiu iniciar um tratamento clínico. De acordo com o apurado por A Tribuna On-line, o aleta de 21 anos começou a fazer exames na semana passada na mesma clínica em que o ex-jogador e hoje comentarista Walter Casagrande tratou a sua dependência química. O centro de reabilitação fica em Itapira, no interior de São Paulo.

Todo o tratamento, avaliado em aproximadamente R$ 50 mil por mês, será custeado pelo Santos. O clube encara o procedimento como “a última chance” para o jogador.

Diogo Vitor foi flagrado no exame antidoping de 21 de março deste ano, após a partida entre Santos e Botafogo-SP, na Vila Belmiro, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. O atleta está sem jogar desde 26 de abril, quando o Peixe foi eliminado do Estadual, nas semifinais, nos pênaltis para o Palmeiras. No último dia 30, o atacante foi julgado e proibido de atuar por dois anos.

No dia seguinte ao julgamento, Diogo Vitor, que está sem receber salários e já havia abandonado as atividades físicas com um personal trainner, compareceu à Vila Belmiro para pedir uma ajuda de custo ao presidente José Carlos Peres.

Na ocasião, o mandatário do Peixe não aceitou pagar qualquer tipo de salário ao atleta e insistiu para que ele aceitasse o tratamento. Depois da conversa com Peres, Diogo Vitor concordou em se internar.

Após a conclusão de todos os exames, os médicos da clínica irão fazer um diagnóstico e definir como será o tratamento do jogador. Por enquanto, não é possível saber quanto tempo o atacante permanecerá internado no centro de reabilitação. Contudo, uma coisa é certa na Vila Belmiro: essa é a última vez que o clube tentará ajudar o atleta. Se não houver colaboração, o  contrato será rescindido.

Histórico

Logo após o exame flagrar Diogo Vitor, o Santos estipulou um tratamento para o jogador, pelo qual ele ficava obrigado a fazer sessões  com psiquiatras e assistentes sociais e, simultaneamente, realizar um trabalho de preparação física fora do clube para que pudesse atuar ao fim da suspensão. Tudo com profissionais pagos pelo Santos.

No entanto, o acordo não foi respeitado por Diogo Vitor, que ficou mais de dois meses sem dar notícias. Na época, ele atendia sequer as ligações telefônicas.

Em agosto, o atleta reapareceu e afirmou que havia escolhido se isolar por um período. De quebra, prometeu aceitar a ajuda oferecido pelo Santos, que, na época, já se colocava à disposição para pagar o tratamento em uma clínica.

No início, o combinado foi cumprido. Diogo Vitor fez diversos treinos físicos particularmente, mas voltou a abandonar tudo como fora da primeira vez.