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Quarta-feira

12 de Dezembro de 2018

Santos demite gerente administrativo por divergência em corte na folha salarial

"Saio de cabeça erguida, com o sentimento de ter feito um ótimo trabalho", disse o profissional

Responsável pelas administração financeira do Santos, Ricardo Feijoo foi demitido pelo presidente José Carlos Peres na tarde desta quarta-feira (14). De acordo com informações obtidas por A Tribuna On-line, a decisão de desligar o profissional foi tomada por divergências de administração. Enquanto o presidente insiste em uma redução de 30% na folha salarial do clube, Feijoo entende que um corte desse tamanho seria prejudicial para o funcionamento da instituição.

Em um comunicado por escrito, o ex-gerente administrativo do clube informou que deixa o cargo para voltar a atuar como conselheiro, sócio e torcedor do Santos.

“Por decisão da gestão, deixo de atuar como o responsável pela administração e finanças do clube e sigo a minha vida profissional em outros ares. Neste período, aprendi muito e levarei guardadas comigo muitas lições. Muito importante também os amigos que fiz, pessoas que passei a admirar, outras que já admirava e hoje admiro ainda mais. Existiram também decepções com algumas pessoas, mas isso também é bom, pois colocamos na 'caixinha' de aprendizado", disse Feijoo.

O ex-gerente ainda revelou que trabalhar no Santos foi a realização de um sonho de infância. "O sonho de todo garoto é jogar no seu clube de coração. No sentido figurado, realizei o sonho de 'jogar' no Santos Futebol Clube. Saio de cabeça erguida, com o sentimento de ter feito um ótimo trabalho, levando em consideração as ferramentas e recursos que tínhamos", acrescentou ele.

Também por meio de uma nota publicado no site oficial do Santos, José Carlos Peres informou aos torcedores que esse os demais desligamentos fazem parte de um processo de profissionalização do clube.

"Gostaríamos de afirmar para nosso associado e torcedor que são mudanças necessárias em prol de tornar o Santos um clube mais leve, eficiente, profissional para poder encarar os desafios dos próximos anos frente a um mercado em transformação. Acreditamos que o clube que não se profissionalizar, não for responsável financeiramente e tornar sua estrutura mais enxuta estará fadado ao ocaso financeiro e esportivo", escreveu o dirigente.