Sócios do Santos falam sobre honra de poder assistir final da Libertadores no Maracanã

Fábio Parra e André Luiz Falsarella foram dois dos 25 torcedores do Peixe que vão acompanhar a grande final do dia 30 de janeiro

A final da Libertadores entre Santos e Palmeiras, às 17h do próximo dia 30, no Maracanã, será disputada com portões fechados em razão da pandemia do novo coronavírus. Porém, com direito a levar 150 convidados, o Santos selecionou 25 sócios-torcedores para acompanhar o time. Dois integrantes da torcida alvinegra serão o representante comercial Fábio Parra, de 42 anos, e o técnico de informática André Luiz Falsarella Pimenta, de 22.

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Ambos admitem que a ficha demorou para cair ao serem escolhidos para acompanhar a final. Um verdadeiro privilégio. 

“No jogo contra o Olimpia, na Vila Belmiro, ainda pela fase de grupos da Libertadores, eu ia receber um prêmio do clube, porque em 2019 fui um dos sócios que mais assistiram a jogos no estádio. Mas, em razão da pandemia, a premiação foi cancelada. Ontem (quinta-feira) comecei a assistir o vídeo na Santos TV em que o clube estava presenteando um torcedor com o ingresso para a final, e na mesma hora corri para o celular. Lá tinha uma mensagem pedindo para entrar em contato com o clube. Quando a moça que atendeu falou que eu ia para o Maracanã, não acreditei. Foi de arrepiar”, conta.

Sócio-torcedor desde 2011, ele conta que já fez loucuras pelo Peixe. E uma delas foi estar em todos os jogos da equipe da temporada 2019 na Vila Belmiro e na Capital. Contudo, a maior aventura, na opinião dele, ocorreu em 1995.

“Depois do Santos eliminar o Fluminense, eu assisti ao primeiro jogo da final do Campeonato Brasileiro, contra o Botafogo, no Rio de Janeiro, de joelhos na frente da TV. Naquele dia vi que a fila machuca de verdade”, brinca o representante comercial, morador do Marapé.

Empolgado com a presença na final, Parra acredita que verá os comandados de Cuca conquistarem o tetracampeonato da Libertadores. “Minha expectativa é de título, o time vem com cara de campeão desde o jogo contra a LDU”.

Recompensado

André Luiz foi avisado de que iria ao Maracanã na última quinta-feira, no trabalho. Segundo ele, o convite do clube foi uma recompensa.

“A sensação quando recebi a ligação foi indescritível. O Santos me deu o sonho de vê-lo na final da Libertadores e ainda vai me permitir estar presente na realização desse sonho”, conta ele, que mora no Embaré.

Quando fala dos sacrifícios que já fez para ver os jogos do Santos, Pimenta, sócio-torcedor há dois anos da categoria Gold, conta que já faltou aos aniversários da mãe, da avó e precisou chegar atrasado no próprio aniversário.

“Isso, às vezes, para estar no estádio em partidas da primeira fase do Paulista. Já saí mais cedo do trabalho para conseguir estar na Vila Belmiro em um jogo das 19h”.

E não para por aí. “Em 2018, fui para o Rio de Janeiro de ônibus, corri para o Maracanã e, quando acabou a partida, voltei para a rodoviária para retornar à Baixada Santista. Cheguei em Santos umas 5h30 e entrei no trabalho às 7h30. Praticamente tudo isso sem dormir. E em 2019, quando o Santos foi goleado pelo Ituano por 5 a 1, fui ao estádio com a minha namorada, mas na volta pegamos o último ônibus do Jabaquara para Santos. Lembro que estava chovendo muito. Nós saímos da rodoviária do Jabaquara por volta de 1 hora e a previsão era de chegarmos em Santos 2h15. O problema é que a entrada da Cidade estava alagada. Isso num ônibus sem banheiro. Nós só conseguimos chegar na rodoviária de Santos às 8h15. Tudo isso depois de ver o time ser goleado”, conta ele com bom-humor.

Apaixonado pelo time da Vila Belmiro, Pimenta prevê um confronto duro contra o Palmeiras e espera que os jogadores alvinegros se desdobrem.

“Vai ser muito complicado para o Santos. O Palmeiras entra como favorito, mas o Grêmio e o Boca Juniors também eram favoritos e nós atropelamos os dois. Acredito na vitória”.

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