Preocupação com finanças e punição dominam reunião virtual no Santos

Clube tem questões analisadas na FIFA e situação incomoda conselheiros alvinegros

Ainda que de forma extraoficial, o Santos realizou, na última quinta-feira, a primeira reunião virtual do Conselho Deliberativo. E um dos assuntos debatidos foi a situação financeira do clube. Cobrada na Fifa por dívidas referentes à compra de jogadores e a processos de litígio, como o da saída do peruano Cueva, a diretoria se vê pressionada. 

Somente neste ano, três casos tomaram proporções mais sérias. O Atlético Nacional, da Colômbia, recorreu à entidade que comanda o futebol mundial para cobrar cerca de US$ 700 mil (R$ 3,8 milhões, aproximadamente) pela contratação do zagueiro Felipe Aguilar, que, por sua vez, já foi vendido para o Athletico-PR por R$ 10 milhões. O jogador chegou à Vila Belmiro no ano passado.

Outro que desembarcou no Santos em 2019 e se tornou alvo de cobrança é o zagueiro Luan Peres, titular do time de Jesualdo Ferreira. O Club Brugge, da Bélgica, também foi à Fifa exigir o pagamento de 250 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhão) pelo empréstimo do zagueiro. 

O Hamburgo, da Alemanha, cobra R$ 15 milhões do Santos pela negociação do zagueiro Cleber Reis, que está emprestado à Ponte Preta. 

Diante de todo esse cenário, o Santos foi proibido de registrar novos jogadores na CBF. E caso não se acerte com os credores, o time da Vila Belmiro estará sujeito a sanções, a pior delas a perda de pontos no Campeonato Brasileiro.

No que se refere a Cueva, o Santos aguarda veredito da Fifa. O meio-campista rompeu unilateralmente o contrato e foi para o Pachuca, do México. A entidade reconheceu o direito do jogador de trocar de clube, mas ficou de estipular uma rescisão ao Santos, que ainda não pagou pela compra dele junto ao Krasnodar, da Rússia. O negócio foi de US$ 7 milhões (ou R$ 38 milhões na cotação atual).

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