EDIÇÃO DIGITAL

Segunda-feira

18 de Março de 2019

Peres se reúne diretamente com Cueva, e empresário reclama

O agente do jogador peruano enxerga a atitude do mandatário santista como antiética

Para atender a um pedido do técnico Jorge Sampaoli, o presidente do Santos, José Carlos Peres, esteve reunido, na última quinta-feira (17), em São Paulo, com o meio-campo Christian Cueva, do Krasnodar, da Rússia. O encontro, no entanto, desagradou o empresário do jogador, Fernando Radaelli, que alega não ter sido procurado em momento algum pelo mandatário alvinegro. 

A insatisfação do representante de Cueva é ainda maior porque Peres teria conversado com um outro empresário sobre a possibilidade de trazer o peruano ao Santos por empréstimo de um ano. 

Em entrevista para A Tribuna On-line, Radaelli, que no sábado negou ter mantido conversas com o presidente, condenou a conduta de Peres.

"O Cueva tem mais três anos de contrato com o Krasnodar e tem contrato comigo, por ser o seu empresário. O presidente do Santos tinha que ter me procurado para tratar deste assunto, e não ter se reunido diretamente com o jogador e um outro empresário. Faltou ética da parte dele", disse o representante do peruano. 

Negociação difícil

Apesar da reunião com o atleta e do desejo de Sampaoli em contar com Cueva, a contratação não é fácil. Além das questões financeiras, uma vez que o Krasnodar gastou 8 milhões de euros (R$ 36 milhões) em junho do ano passado para tirá-lo do São Paulo, o meio-campista é pretendido também pelo Independiente, da Argentina. 

Assim como o Peixe, a intenção do clube de Avellaneda é ter Cueva por um ano de empréstimo. Entretanto, o Krasnodar já informou que só aceita emprestar o atleta se ao final do vínculo o time argentino efetuar a aquisição dos direitos econômicos do jogador. 

O Independiente, contudo, quer ter apenas a opção de compra. E é justamente aí que está o entrave. O Rei de Copas corre contra o tempo para viabilizar o negócio, pois a janela de transferência para o futebol argentino se fecha nesta quinta-feira (31).

Há pouco mais de seis meses no frio do leste europeu, Cueva não teria se adaptado às baixas temperaturas e ao idioma e, por isso, estaria decidido a deixar o país.