O Rei do Futebol e suas aventuras nos palcos do mundo

Pelé deixou suas marcas na televisão, no cinema e até na política

Com um talento que extrapolou o esporte, Pelé não fazia arte apenas no futebol. Ele também marcou presença na TV, no cinema e na música. Não com o mesmo brilho, claro, mas com passagens curiosas.

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Como cantor, ele começou cantando e tocando violão nas concentrações, mas depois a coisa ficou mais séria. Em 1969, gravou ao lado de Elis Regina, uma das principais intérpretes do Brasil. A dupla lançou um compacto simples batizado de Tabelinha. Edson Arantes do Nascimento assinava suas duas primeiras composições: Perdão, Não Tem e Vexamão. No embalo, Pelé fez dueto com Wilson Simonal em um comercial de rádio e tevê.

Oito anos depois, morando e jogando nos Estados Unidos, a parceria foi com o maestro e compositor Sérgio Mendes. Eles gravaram um LP com 13 faixas para a trilha sonora de um especial sobre Pelé. No disco havia seis canções escritas por Edson Arantes do Nascimento, entre elas Cidade Grande.

De olho no público infantil, nos anos 1980 Pelé participou de discos do grupo Trem da Alegria. Fizeram sucesso Atleta do Século, Recado à Criança e ABC do Bicho Papão, estas duas de autoria do Rei. “ABC, ABC, toda criança tem que ler e escrever” cantou Pelé em 1988, em música para o Ministério da Educação.

Outra parceria marcante foi com Jair Rodrigues. Em São Paulo, eles chegaram a se apresentar ao vivo no show que marcou os 50 anos de carreira e 70 de vida do cantor.

Torcedor do Santos, Jair ganhou fama ao cantar duas músicas que embalariam a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1962, no Chile: Marechal da Vitória e Brasil Sensacional. Na época, ficou muito amigo de Pelé, com quem viria a gravar três músicas: Recado à criança, Cidade grande e Violeiro, violeiro.

Cinema

Em 1969, o Rei interpretou Plínio Pompeu na novela Os Estranhos, exibida pela TV Excelsior e escrita pela vicentina Ivani Ribeiro. Pelé atuou ao lado de nomes já conhecidos e que, mais tarde, se transformaram em ícones da TV: Regina Duarte, Rosamaria Murtinho, Cláudio Corrêa e Castro, Carlos Zara, Osmar Prado, Stênio Garcia, Gianfrancesco Guarnieri e Serafim Gonzalez.

Na mesma época, outra aparição marcante, com registros ainda acessíveis na internet, foi na Família Trapo. Pelé interpretou a si mesmo ao lado de Ronald Golias, Renata Fronzi, Cidinha Campos, Ricardo Corte Real e Jô Soares.

Em matéria de filmes, a estreia aconteceu com a interpretação do personagem Chico Bondade, em A Marcha, de 1972. Na trama, Chico Bondade é um escravo abolicionista que luta para salvar os negros da escravidão.

Pelé também emprestou sua imaginação para escrever um filme. Já aposentado dos gramados, ele assina ao lado do jornalista Carlos Heitor Cony o roteiro de Os Trombadinhas (1979). Retrata a realidade das crianças de rua que se transformam em ladrões. No elenco estão Neuza Amaral, Raul Cortez, Kátia D’Ângelo e Paulo Goulart.

O ano de 1985 trouxe Pedro Mico, que tem por base a peça teatral homônima de Antonio Callado. Pelé faz o papel principal, dublado pelo ator Milton Gonçalves. O filme conta a história de um malandro carioca que rouba joias, engana sua quadrilha, foge e é perseguido pelos morros do Rio, tanto pelos parceiros quanto por policiais. 

Em 1986, Os Trapalhões e o Rei do Futebol traz Pelé como o repórter esportivo Nascimento que ajuda Cardeal (Didi) e a trupe a salvarem a mocinha e a ganharem o campeonato. 

A carreira internacional no cinema tem Fuga para a Vitória, em 1982, ao lado de Sylvester Stallone, Michael Caine e Max Von Sydow. O roteiro mostra prisioneiros aliados em um campo de concentração nazista, durante a II Guerra Mundial, em preparação para enfrentar uma seleção alemã de futebol. Enquanto os nazistas planejam usar a partida como propaganda do regime, os atletas pensam em uma espetacular fuga. Pelé também ajudou a montar as coreografias das jogadas.

Três filmes, sendo dois documentários e um de ficção, contaram a história do ex-jogador. Isto é Pelé (1974) e Pelé Eterno (2004) são os documentários. E Pelé, o Nascimento de uma Lenda (2016) é a obra de ficção.

Política

O Rei foi Ministro dos Esportes de 1995 a 1998. Para criar a Lei Pelé, que dava mais liberdade para os jogadores ao final de seus contratos, o Rei enfrentou a bancada da bola no Congresso Nacional. A lei foi sancionada no dia 24 de março de 1998.

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