EDIÇÃO DIGITAL

Sexta-feira

23 de Agosto de 2019

Jean Mota faz mea culpa após reclamar da reserva no Santos: 'Estava de cabeça quente'

O meia reconheceu que o desabafo no Morumbi, após a derrota para o São Paulo, pegou mal em um momento que o Peixe lidera o Brasileirão

Depois da repercussão de suas declarações após a derrota para o São Paulo no sábado passado (10), no Morumbi, quando reclamou de estar na reserva e de não ficar sabendo sobre supostas propostas de equipes do exterior em sua contratação, o meia Jean Mota fez um mea culpa nesta terça-feira (13) à tarde, em entrevista no CT Rei Pelé. Reconhecendo que o momento e o local escolhidos para o desabafo pegaram mal em um momento que o time lidera o Campeonato Brasileiro, ele pediu para fazer uma retratação à imprensa. 

"Eu pedi para esclarecer situações que ficaram. Tenho convicção de que não era o momento, mas como ser humano a gente erra. Eu tava de cabeça quente, depois de um clássico a gente sente muito, uma derrota, e acabei falando coisas que foram faladas de uma maneira e interpretadas de outras", declarou o meia antes do início da entrevista. 

Segundo Jean Mota, o foco do desabafo não era o técnico Sampaoli, a quem ele apontou como o grande responsável pela sua boa fase durante o Campeoanto Paulista. O problema, segundo o meia, seriam situações de bastidores relativas a propostas que o supostamente o time recebeu e não chegaram a ele. 

"Muito se falou dessa parte de titularidade ou não, mas esse não era o foco. O foco eram outras questões externas, que eu poderia ter chegado no presidente e na diretoria e conversado. Ali (no Morumbi, após o jogo) não era o momento, uma palavrinha errada que você fala e toma uma proporção muito grande. Sampaoli foi o cara que me deu total apoio quando chegou, não me conhecia, trouxe de volta a minha confiança, retomou o meu futebol. Eu dei inúmeras entrevistas quando eu tava na fase boa falando da importância dele pra mim, então essa crítica não foi pra ele". 

Jean Mota lembrou de seu histórico no clube para frisar que o repente de sábado não faz parte de sua personalidade. "Estou aqui há três anos, inúmeras vezes eu fiquei no banco e nunca me viram dar uma entrevista daquela. Isso foi mais por causa do momento".