Direção do Santos alega não haver motivo para impeachment

Comitê de Gestão afirma que deficit de 2018 não foi provocado por ilícitos

Após o Conselho Deliberativo do Santos marcar, para a próxima segunda-feira (16),  reunião que pode resultar em novo pedido de impeachment do presidente José Carlos Peres e punição aos  demais integrantes da alta cúpula do clube, o Comitê de Gestão do Santos divulgou nota nesta quinta-feira (12) para se defender e alegar que não há razão para que haja  qualquer tipo de penalização.

O impedimento de Peres decorreria do parecer da Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS), que aponta que a gestão feriu o parágrafo C do Artigo 68 do estatuto do clube, que fala em “não terem sido aprovadas as contas da sua gestão”. Em 2018, Peres fechou a temporada com deficit de R$ 77 milhões.

Em sua defesa, o Comitê de Gestão, que conta com Peres, o vice-presidente Orlando Rollo e mais sete pessoas, destaca que, no parecer da CIS, “nada existe a comprovar e tipificar eventuais ilícitos penais por parte dos sindicados”. Dessa forma, sustenta o Comitê, nos termos da lei federal conhecida como APFUT, “nenhum dirigente será responsabilizado caso não tenha agido com culpa ou grave dolo”. Além disso, “não existe possibilidade de enquadramento de qualquer conduta da gestão administrativa/financeira como gestão temerária”.

O texto produzido pelos gestores do Santos também justifica o deficit de 2018. “O orçamento para o ano de 2018, elaborado pela gestão anterior, não foi aprovado pelo Conselho Deliberativo por ser totalmente incompatível com a realidade dos acontecimentos dos anos anteriores”.

Sobre a APFUT, embora o clube tenha sido notificado por descumprimento de regra, com a abertura de processo, a direção alega que o Santos recebeu apenas advertência e uma cobrança para que ateste o cumprimento do limite de deficit em 2019. “Tal providência será adotada no prazo estipulado”.

A direção alvinegra ainda frisa que em 2018 o Santos fez a maior venda de sua história com a transferência de Rodrygo ao Real Madrid por R$ 172,5 milhões. Porém, “por questões de regramento contábil, não foi possível reconhecer em 2018 nenhum valor contábil referente a essa negociação”, mesmo que 50% do valor da negociação tenha entrado no caixa – a entrada só foi computada no ano seguinte, 2019. “O alegado deficit é resultado, apenas, da estrita observância de normas contábeis”.

 

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