Cueva deve deixar o Pachuca, mas Santos mantém cobrança de 100 milhões de euros

O contrato do peruano com o clube mexicano termina ainda neste mês e a tendência é não ser prorrogado

Quatro meses depois de ir à Fifa e conseguir o  desligamento forçado do Santos para se transferir ao Pachuca, do México, o meio-campo Christian Cueva volta a ser notícia. O peruano não terá o  vínculo renovado com o clube mexicano, de quem o Peixe cobra  multa por quebra de contrato. 

Afetado financeiramente pela crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, o Pachuca não irá prorrogar o contrato de Cueva e dos argentinos Franco Jara e Rubens Sambueza – este último, por conta dos 36 anos, já anunciou que irá se aposentar. Os vínculos dos três jogadores se encerram neste mês.

Internamente, o Santos não irá mudar a sua postura em relação às cobranças que faz ao Pachuca na Fifa. Conforme o apurado por ATribuna.com.br, a cúpula alvinegra seguirá exigindo o valor da multa rescisória para clubes estrangeiros que existia no contrato de Cueva, enquanto jogador do Peixe, estipulada em 100 milhões de euros (R$ 568 milhões na cotação atual). 

A ideia da diretoria santista é vencer a pendência jurídica e, por se tratar de um valor quase impagável, fazer um acordo com o Pachuca para receber US$ 7 milhões  (R$ 35 milhões), valor que o Santos se comprometeu a pagar parceladamente ao Krasnodar, da Rússia, clube no qual o peruano atuava antes de desembarcar na Vila Belmiro.

A indefinição sobre o futuro, no entanto, parece não preocupar Cueva. Em live no Instagram, o meio-campista disse estar tranquilo.

“O contrato termina em alguns dias, mas estou tranquilo. Não sei o que vai acontecer. Tudo é diferente numa pandemia. Se eu sair, não será o fim do mundo. Vou voltar com força. Alguns veículos publicam coisas erradas. O técnico (o uruguaio Paulo Pezzolano) disse que quer que eu fique. Enfim, isso vai ser resolvido com calma”, comentou o peruano. 

Quatro meses

Incomodado com a falta de oportunidades no Santos e ciente do interesse do Pachuca, Cueva, em fevereiro deste ano, decidiu se transferir para o time da América do Norte e recorreu à entidade que comanda o futebol mundial para conseguir a  liberação.

Na ocasião, o jogador justificou que tinha cinco meses de direitos de imagem atrasados, o que é negado pelo Santos.

Diante do imbróglio, a Fifa concedeu a liberação forçada a Cueva, com a premissa de que o caso seria julgado posteriormente. O peruano, então assinou contrato com os mexicanos até junho deste ano. 

A experiência com a camisa do Pachuca, no entanto, não foi positiva. Prejudicado pela pandemia, Cueva atuou em apenas três jogos da equipe mexicana, mas começando sempre no banco de reservas. No Santos, o peruano permaneceu por quase um ano, mas, em meio a uma série de problemas fora de campo e baixo rendimento dentro dele, foi embora sem gols ou assistências.

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