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Sexta-feira

22 de Novembro de 2019

Conselho Fiscal aponta falta de transparência em contratações do Santos

Segundo o órgão, a diretoria não agiu conforme manda o estatuto naquilo que diz respeito a regularização de atletas

Uma decisão do Conselho Deliberativo (CD), aprovada em janeiro, que obriga o registro em cartório das atas com contratos de jogadores, com a aprovação dos membros do Comitê de Gestão, não estaria sendo cumprida pelos dirigentes do Santos. O parecer consta no relatório apresentado pelo Conselho Fiscal (CF) na última terça-feira, em reunião do CD. 

Segundo o Conselho Fiscal, as atas do Comitê de Gestão referentes às contratações de Uribe, Marinho, Felipe Aguilar, Everson, Cueva, Jean Lucas, Felipe Jonathan, Alan Cardoso e Jorge não foram entregues na mesa do CD e no CF até o último dia 30 de junho. 

As atas só teriam sido registradas em cartório, segundo o Conselho Fiscal, em 30 de agosto e entregues ao órgão em setembro. Ou seja, de quatro a seis meses após as respectivas reuniões do Comitê de Gestão. 

“Causou-nos preocupação o registro dessas atas vários meses após a efetivação das contratações, a nosso ver, salvo melhor juizo de nossa parte, não é um procedimento correto e transparente, levando a hipótese de que as mesmas foram “produzidas” com o intuito de “regularizar” as contratações feitas irregularmente e denunciadas em nosso relatório do primeiro trimestre”, observam os membros do CF no relatório. 

As datas dos registros, porém, não seriam os únicos problemas levantados pelo CF. “Lembramos, ainda, que em função dessa estranha demora, em nenhum dos casos a cópia do contrato veio acompanhada da ata do Comitê de Gestão, aprovando a contratação, o que fere o regulamento interno do Comitê de Gestão".

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