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Quinta-feira

23 de Maio de 2019

Conselheiros do Santos voltam a reprovar contas do primeiro ano de gestão de José Carlos Peres

A partir de agora, o Comissão de Inquérito e Sindicância irá analisar se a administração é temerária

O Conselho Deliberativo do Santos voltou a reprovar as contas do primeiro ano de gestão do presidente José Carlos Peres, na noite desta terça-feira (14). No dia 15 de abril, a maioria dos associados já havia seguido a recomendação do Conselho Fiscal (CF) não aprovando os demonstrativos financeiros de 2018. Porém, conforme manda o estatuto social do clube, a atual gestão pôde apresentar a sua defesa, mas os conselheiros seguiram irredutíveis.

Peres não esteve presente no reunião, pois viajou com a delegação para Belo Horizonte, onde o Santos enfrenta o Atlético-MG, nesta quarta-feira (14), pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Na tentativa de convencer os associados, Fábio Gaia, membro do Comitê de Gestão, se manifestou no púlpito do Salão Vidal Behor Sion, na Vila Belmiro, diferentemente do que havia ocorrido no mês passado. Na ocasião, o executivo de finanças do Santos, Fernando Volpato, foi proibido de dar explicações por ser um funcionário contratado, e não um associado do clube.

A reprovação das contas de 2018 já era esperada, pois ao analisar a defesa da atual administração, o CF manteve a orientação aos associados de não aprová-las por apontar gestão temerária da atual diretoria. Ao todo, 10 conselheiros se abstiveram de voto e apenas quatro aprovaram as finanças

E os pontos que fizeram CF chegar a essa conclusão foram: o deficit de R$ 77 milhões, a dívida com impostos e o não cumprimento do orçamento financeiro aprovado em 2017 pelo Conselho Deliberativo.

Além desses três itens, o pagamento não autorizado de comissão no valor de R$ 1,5 milhão ao empresário do atacante Eduardo Sasha, em negociação com o Internacional; e a utilização, entre outubro e dezembro do ano passado, do cartão corporativo do clube para uso pessoal, no valor de R$ 7.045,47, agravaram a situação de Peres perante os associados.

A partir de agora, a Comissão de Inquérito e Sindicância (CIS) fará um relatório para verificar se houve realmente irregularidades administrativas no primeiro ano de governo de José Carlos Peres. Caso fique comprovado que a gestão é temerária, toda a cúpula santista pode vir a perder o mandato.