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Segunda-feira

18 de Março de 2019

Após perder Bambu e Cittadini de graça, Santos volta a ter dificuldade com revelação da base

Promovido ao elenco profissional, zagueiro Kaique Rocha tem contrato até fevereiro de 2020 e vive momentos de indefinição sobre uma possível renovação

Após perder  o meia Léo Cittadini e o zagueiro Robson Bambu para o Athletico-PR sem nada receber, o Santos se vê às voltas de um novo caso semelhante. Promovido ao elenco profissional  no segundo semestre do ano passado pelo técnico Cuca, o zagueiro Kaique Rocha, de 18 anos, vive dias de indefinição. Com vínculo até o final de fevereiro de 2020, o defensor e  seus empresários estiveram em reuniões com a diretoria alvinegra para a renovação contratual, mas não houve acordo.

Convocado para seleções brasileiras de base, Kaique já despertou interesses de clubes do exterior, mas, ainda assim, tem como  objetivo permanecer no Peixe, desde que o clube proponha um plano de carreira e ofereça aumento salarial. 

Segundo uma pessoa próxima ao jogador, não houve a apresentação de um plano de carreira, e os vencimentos propostos pelo Santos para a renovação foram considerados baixos. 

Sem aceitar o que foi oferecido, Kaique Rocha perdeu espaço no elenco, pois tem treinado como um dos sparrings de Jorge Sampaoli e, de quebra, viu o também defensor da base Wagner Leonardo, promovido recentemente, estrear no time profissional na sua frente.

Internamente, os gestores do Peixe rebatem as afirmações dizendo que o estafe de Kaique Rocha pediu salário de R$ 170 mil e luvas R$ 1,2 milhão para a assinatura do novo contrato.  “Não podemos pagar 40% a mais do que recebe o Lucas Veríssimo e 50% a mais do que ganha o Gustavo Henrique a um atleta de 18 anos que nem atuou nos profissionais”, disse um dos integrantes da cúpula santista. 

Enquanto as partes não chegam a um entendimento, o tempo vai passando. Se o imbróglio persistir até setembro, o jovem poderá assinar um pré-contrato e deixar a Vila Belmiro sem custos ao final do vínculo.