O treinador salientou que o clube precisa continuar evoluindo, para que possa voltar a brigar na parte de cima da tabela (Raul Baretta/Santos FC) "Não sei se é um sentimento de felicidade, mas estou aliviado". Assim o técnico Juan Pablo Vojvoda resumiu a sensação de finalizar o Brasileirão livrando o Santos da ameaça do rebaixamento e conquistando, de quebra, uma vaga na Copa Sul-Americana 2026, após a vitória sobre o Cruzeiro por 3 a 0, neste domingo (7), na Vila Belmiro. Apesar da missão cumprida, para quem chegou ao Alvinegro no final de agosto, com o time sob risco de rebaixamento, após uma goleada humilhante e histórica por 6 a 0 para o Vasco, no MorumBis. O treinador salientou que o clube precisa continuar evoluindo, para que possa voltar a brigar na parte de cima da tabela e por títulos. "Estou num clube grande, em que (lutar contra o rebaixamento) não é um objetivo que o Santos tem que lutar. Mas eu falava com os jgoadores, este ano nos tocou isso. Talvez alguns jogadores nunca lutaram contra um rebaixamento. Neymar lutando contra o rebaixamento? (Willian) Arão? Zé Rafael? Lutar contra o rebaixamento é outro tipo de briga. Uma coisa é a motivação de brigar pelo título, na televisão. A outra briga é tudo ao contrário. Isso também é a vida, isso acontece". Elogios à torcida e ao elenco Vojvoda rasgou elogios à torcida, que apoiou o time em todos os jogos, principalmente na Vila Belmiro, e destacou o comprometimento do elenco, que respondeu em campo à pressão de brigar ponto a ponto contra o descenso, numa luta acirrada contra outras equipes. "O que tem que ficar primeiro é o compromisso dos jogadores nos momentos difíceis. Tínhamos que ter organização de cima para baixo. Diretoria, o presidente Marcelo Teixeira, Alexandre Mattos, que estavam perto nos momentos difíceis. É um clube muito grande, uma marca mundial e a pressão nos momentos ruins é muito maior. Temos que ficar com esse compromisso, de organização nos momentos difíceis e não perder a cabeça". Para o treinador, o clube precisa, no balanço da temporada, planejar o futuro para almejar outros objetivos em 2026. "Se queremos planejar o futuro, temo que começar com uma base, na humildade. Este ano foi difícil, brigando contra o rebaixamento até a última rodada. Conseguimos com trabalho, seriedade. O futebol tem mudado e o Santos tem tudo pra continuar evoluindo".