O Santos ocupa a área do CT Rei Pelé, que pertence à União, desde 1996 (Alexsander Ferraz/AT) O Governo Federal marcou para o dia 4 de agosto o leilão do terreno da União onde fica o CT Rei Pelé, no bairro do Jabaquara, usado pelo Santos desde 1996. A área, de mais de 39 mil metros quadrados, está avaliada em R\$ 79,6 milhões e o Alvinegro pode exercer o direito de compra. Caso algum outro interessado ofereça um valor maior do que o mínimo estipulado, o clube pode igualar a oferta para arrematar o imóvel. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O Santos negocia a aquisição da área desde a gestão de Andrés Rueda, mas somente em julho de 2025 a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) publicou portaria autorizando a alienação do imóvel através de licitação pública. No último domingo, em entrevista ao programa CNN Esportes, o presidente Marcelo Teixeira falou sobre o interesse do clube em garantir a compra da área. “Estamos num processo de edital junto ao Governo Federal da atual área do CT Rei Pelé, que serve ao profissional masculino e feminino, além do time sub-20. Ali pretendemos adquirir a área. Temos a preferência nesse processo licitatório. Aguardaremos as datas corretas para que o Santos também faça essa aquisição”. MP investiga indícios de favorecimento ao Peixe Em agosto de 2025, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento para checar indícios de direcionamento do processo para favorecer o clube. A hipótese foi levantada após declarações de Júnior Bozzella, assessor especial da presidência santista, em entrevista a um canal no YouTube. À época, o MPF cobrou esclarecimentos do Santos, Prefeitura, Câmara Municipal, Caixa Econômica Federal, Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e Controladoria-Geral da União. Após receber as informações, foi instaurada uma notícia de fato, apontando “um quadro de notórias inconsistências”. Em fevereiro passado, o MPF cobrou mais informações do Santos Futebol Clube, da Prefeitura de Santos e de órgãos federais com o objetivo de apurar o processo de alienação. O Santos negou qualquer irregularidade ou favorecimento no processo e, em nota, informou que aguardava “com serenidade o andamento e desfecho do expediente em trâmite na SPU objetivando, ao final, a aquisição da área que vem legitimamente ocupando desde meados dos anos 90”.