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Quinta-feira

19 de Setembro de 2019

Najila é indiciada por extorsão, fraude processual e denúncia caluniosa contra Neymar

Em maio, modelo acusou o jogador de estupro. Ex-marido também foi incriminado por fraude e divulgação de conteúdo erótico

A modelo Najila Trindade, que acusou Neymar de estupro em maio, foi indiciada, nesta terça-feira (10), por extorsão, fraude processual e denúncia caluniosa pela Polícia Civil de São Paulo.

O indiciamento ocorreu depois da conclusão de dois inquéritos que tramitavam pelo 11º Distrito Policial, em Santo Amaro, na capital paulista, envolvendo Neymar. O caso, que era investigado também pela 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, sob a presidência da Doutora Juliana Lopes Bussacos, foi encerrado.

Além de Najila, seu ex-marido, Estivens Alves, também foi incriminado por fraude processual e pela divulgação de material que continha conteúdo erótico envolvendo a ex-mulher a um repórter, em troca de publicações suas na internet.

Os inquéritos, que seguem sob segredo de Justiça, foram encaminhados ao Tribunal de Justiça para apreciação dos representantes do Ministério Público e do Poder Judiciário.

O caso

Atacante do Paris Saint-Germain (PSG) e da seleção brasileira, Neymar foi acusado de estupro por Najila em 31 de maio, dia em que foi registrado boletim de ocorrência na 6ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Paulo.

Segundo Najila, que, a princípio, teve sua identidade preservada, o suposto crime teria ocorrido em Paris, na França, no dia 15 de maio. Conforme o que foi registrado pela polícia, a modelo conheceu o jogador por meio da rede social Instagram, e, desde então, eles passaram a trocar mensagens.

Após um período, Neymar convidou a modelo a lhe visitar em Paris. O embarque de Najila, de acordo com o relato, ocorreu no dia 14 de maio, e o desembarque no dia seguinte. Do aeroporto, a vítima dirigiu-se para o hotel Sofitel Paris Arc Du Triomphe, onde ela afirmou ter sido forçada a manter relação sexual com o atleta.

A investigação em cima do suposto estupro foi arquivada em julho, após a Polícia Civil decidir não indiciar Neymar. Os depoimentos e provas apresentados às autoridades por Najila apresentaram "incongruências", como descrito pela delegada que investigou o caso no relatório final do inquérito.