Incêndio que matou jovens no CT completa um ano com Flamengo 'ignorando' famílias

Clube carioca trata com indiferença pais de vítimas da tragédia no Ninho do Urubu

Completa, neste sábado (8), um ano de uma das maiores tragédias envolvendo o futebol brasileiro. Foi nas primeiras horas do dia 8 de fevereiro de 2019 que o Ninho do Urubu, o CT do Flamengo, foi tomado pelo fogo. O incêndio matou 10 jovens que perseguiam o sonho de ser jogador profissional. Passados 12 meses, o Flamengo trata com descaso o ocorrido.

Nesta sexta-feira (7), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ninho, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), os pais de Pablo Henrique, uma das vítimas do incêndio, pediram para ir ao centro de treinamento para acender uma vela no local onde o filho morreu.

"Nosso time principal fica lá até o horário do jogo, às 18 horas. Até 16 horas, não dá para eles entrarem. Depois, está autorizado", respondeu o CEO do clube, Reinaldo Belotti, que posteriormente voltou atrás e "liberou" a entrada deles a qualquer momento no Ninho do Urubu após a repercussão negativa de sua declaração.

No último domingo (2), o programa Esporte Espetacular, da TV Globo, mostrou uma reportagem como a diretoria rubro-negra lida com indiferença com familiares de garotos que perderam suas vidas no incêndio. Os pais de Pablo Henrique declararam que não conseguem exercer suas profissões (motorista e cozinheira) desde que perderam o filho.

Ao blog do jornalista Mauro Cezar, o advogado Arley Campos, que representa as famílias do goleiro Christian Esmério e do sobrevivente Jean Salles, afirmou que o acompanhamento por parte do clube é nulo em relação às famílias. 

"O que se fala é uma grande balela, pois o clube arcou com as despesas de traslado e estadia apenas no momento do fato ocorrido, apoio psicológico só nos dias. Fora isso, não há nada, apenas uma frieza por parte do clube com as famílias. Passaram dias das mães, dos pais, final de ano e nenhum tipo de apoio foi dado", disse Campos.

*Com informações de O Globo e UOL.

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