Brasil perde 11 jogadores no futebol por limite de idade com adiamento da Tóquio-2020

Atletas como Paquetá, do Milan, farão 24 anos em 2021, o que implica em suas convocações. Só há três vagas para mais velhos

O adiamento, por conta do novo coronavírus, dos Jogos Olímpicos do Japão, que, embora continue se chamando Tóquio-2020, foi remarcado para o verão de 2021, fará com que alguns jogadores da última lista convocatória possivelmente fiquem fora da competição. Isso porque 11 atletas chamados pelo técnico André Jardine da última vez completarão 24 anos no ano que vem - um ano acima da idade olímpica.

Um desses atletas é meia Lucas Paquetá, ex-Flamengo, atualmente no Milan. Ele faz aniversário em agosto, quando os Jogos Olímpicos ainda estarão sendo disputados, já que a previsão é que eles comecem no fim de julho, no dia 24, exatamente no mesmo dia e mês que seriam realizados este ano.

Além de Paquetá, os goleiros Cleiton, do RB Bragantino, e Lucas Perri, do São Paulo, os zagueiros Gabriel, do Lille-FRA, Luiz Felipe, da Lazio-ITA, e Lyanco, do Torino-ITA, os laterais Caio Henrique, do Grêmio, e Ayrton Lucas, do Spartak Moscou-RUS, e os meias Matheus Henrique, do Grêmio, Maicon, do Shakthar Donetsk-UCR, e Wendel, do Sporting-POR também deixarão de ser jogadores sub-23 em 2021.

Eles, porém, ainda terão chances de disputar as três vagas destinadas a atletas mais velhos. Em 2016, elas foram ocupadas pelo goleiro Weverton, que tinha 28 anos, o meia Renato Augusto, com a mesma idade na época, e o também meio-campista Rafinha, com 24 anos. Com Neymar de capitão, a seleção brasileira olímpica faturou o ouro inédito na Rio-2016.

Paquetá e os demais atletas que farão 24 anos em 2021 entrarão na briga por essas vagas com jogadores consolidados e com passagens pela seleção principal, como o próprio Neymar, que terá 29 anos em 2021.

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