(Reprodução x) A nadadora transgênero portuguesa Hannah Caldas, de 47 anos, foi suspensa por cinco anos pela Federação Internacional de Natação (World Aquatics) após se recusar a realizar um teste de verificação de sexo. A decisão, que a impede de competir em provas femininas até outubro de 2030, gerou debate sobre a privacidade dos atletas trans e as políticas de elegibilidade no esporte. Hannah Caldas, nascida em Vizela, Portugal, e residente na Califórnia, EUA, recusou-se a submeter-se a um teste de cromossomos solicitado pela World Aquatics após sua participação no Masters World Championships de 2024. A organização alegou que a verificação era necessária para comprovar a conformidade com os critérios de gênero estabelecidos pela entidade. Em resposta, Caldas afirmou que a realização do teste violaria sua privacidade médica e que nenhuma legislação americana exige tal procedimento para competições esportivas. Ela também destacou que a US Masters Swimming, órgão regulador da natação nos EUA, não exige testes genéticos para participação em suas competições. A suspensão de Caldas é a mais recente em uma série de controvérsias envolvendo atletas transgêneros e políticas de elegibilidade no esporte. Casos como o de Lia Thomas, primeira nadadora transgênero a vencer um título universitário nos EUA, também geraram debates sobre as regras de participação de atletas trans em competições femininas. Especialistas em direitos humanos e representantes de organizações LGBTQIA+ argumentam que a exigência de testes de verificação de sexo pode ser discriminatória e invasiva, violando os direitos à privacidade e à identidade de gênero dos atletas trans. Por outro lado, algumas entidades esportivas defendem que tais medidas são necessárias para garantir a equidade nas competições. A suspensão de Hannah Caldas levanta questões importantes sobre a inclusão de atletas transgêneros no esporte e a necessidade de políticas mais claras e justas que respeitem a identidade de gênero e os direitos dos indivíduos.