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Sábado

23 de Março de 2019

Resenha Esportiva

Espaço mantido pelos jornalistas Heitor Ornelas, Régis Querino, Alexandre Fernandes e Bruno Gutierrez. O quarteto traz informações e comentários sobre o Santos Futebol Clube e tudo mais que acontece no mundo do futebol.

O que estaria a pensar Jorge Sampaoli?

Enquanto os rivais se reforçam, Santos patina no mercado e deixa dúvidas sobre as perspectivas da temporada

Pouco mais de duas semanas após ser apresentado e dar a primeira, e até aqui, única entrevista como técnico do Santos, Jorge Sampaoli já comanda os treinos da equipe no CT Rei Pelé.

O início dos trabalhos práticos do argentino, na última quarta-feira (2), porém, não foi como o treinador certamente imaginava.

Além de algumas ausências, como o paraguaio Derlis González e o uruguaio Carlos Sánchez, que só se apresentaram nesta sexta-feira (4), Sampaoli não viu reforço algum se apresentar ao clube.

Com uma suposta lista de nomes passada pelo técnico com sugestões de atletas com os quais ele gostaria de trabalhar, o tema virou sigilo total na Vila Belmiro. E gera aflição na torcida alvinegra.

A 15 dias da estreia no Paulistão, no dia 19, contra a Ferroviária na Vila Belmiro, o Santos nem se reforçou e ainda pode perder jogadores. Gabigol já foi, Dodô deve seguir o mesmo caminho e Bruno Henrique, Victor Ferraz e Vanderlei são cogitados em outros clubes.

Por outro lado, a cada dia borbulham nomes pedidos por Sampaoli, o que gera apenas especulações, mas nenhum negócio concretizado. Dos jogadores especulados, alguns causam estranheza.

Um deles é o goleiro uruguaio Campaña, do Independiente. Estaria o Santos precisando de um novo arqueiro? Ou seria um sinal de que Vanderlei vai mesmo deixar o clube?

Quem é santista ou acompanha o Santos sabe que se há uma posição em que clube não precisa de reforço, esta é exatamente no gol. Ídolo da torcida, Vanderlei está há pelo menos uns três anos entre os melhores do Brasil. E Vladimir, como suplente, dá conta do recado.

Fácil constatar, em uma rápida passada pelo elenco, que o Alvinegro precisa de laterais (pelo menos um ala-esquerdo), meio-campistas (no mínimo, um volante e um meia) e ao menos um centroavante.

E aí, Sampaoli? 

Entre idas e vindas com nomes e listas, é notório que a situação financeira do Santos não permite a compra de jogadores. E Campaña custaria ao clube, no mínimo, 3 milhões de dólares (mais de R$ 11 milhões). 
Mas se o torcedor santista e quem acompanha o futebol brasileiro tem ciência de que o caixa alvinegro anda vazio, pairam no ar muitas dúvidas sobre o assunto. 

Jorge Sampaoli sabe disso? Durante as tratativas para a sua contratação, teria o presidente José Carlos Peres exposto ao técnico que o Santos vive uma situação financeira difícil (para não dizer caótica)? 
A Sampaoli, ao aceitar o pedido, foi prometida a contratação de três, quatro, cinco jogadores de ponta para a formação de uma equipe competitiva?

Teria o técnico se informado no universo futebolístico sobre as reais condições financeiras do clube a que estava prestes a assinar contrato?

Poderia ficar o dia inteiro enumerando questionamentos, mas a única maneira de saber algumas dessas respostas será na próxima vez em que Sampaoli conceder uma coletiva. E isso deve acontecer, talvez, na próxima sexta (11), dois dias antes do amistoso previsto contra o Corinthians no Itaquerão. 

Enquanto isso, o mercado do futebol ferve e os rivais do Santos se reforçam para o início da temporada que já vai começar. Diante deste cenário, o que estaria a pensar Jorge Sampaoli?

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